Fogo: Cais de pesca é “um amontoado de lixo que envergonha a todos” mas com soluções à vista – Jorge Nogueira (c/áudio)

São Filipe, 28 Mar (Inforpress) – O cais de pesca é um “amontoado de lixo que envergonha a todos” porque o estado em que se encontra “não é bonito” e é visível por todos, admitiu quarta-feira o presidente da Câmara Municipal de São Filipe.

Jorge Nogueira, que falava à margem da abertura das jornadas portuárias que decorrem na ilha do Fogo, disse que os próprios pescadores não estão satisfeitos com a situação existente e que é necessário ter soluções para reverter a situação.

Para tal, adiantou que existe um projecto, através da parceria entre a Câmara Municipal e a Associação de Solidariedade para o Desenvolviment (ASDE), sendo que o lançamento da primeira pedra e o arranque do projecto chegou a estar agendado com a presença do secretário de Estado da Economia Marítima, o que não aconteceu ainda porque o padre Octtavio Fasano, presidente da fundação encontra-se ausente e aguarda a sua vinda para iniciarem os trabalhos.

O projecto é cofinanciado pela câmara municipal e pela ASDE em alguns milhares de contos e o próprio projecto inicial, cuja localização era encostado ao cais foi mudado para as proximidades da rocha de modo a evitar a invasão de água.

Segundo Jorge Nogueira, o projecto consiste na construção de um edifício multifuncional com espaços para guardar os instrumentos, espaço onde podem dormir, casa de banho, roldana para ajudar a arrastar as embarcações de pescas e “casinholas” do tipo construído em Salinas, na zona norte, adiantando que a unidade de produção de gelo também está sendo equacionada e deve contar com o financiamento do Governo de modo a melhorar a vida dos pescadores.

Com relação ao problema de assoreamento do cais de pesca, que vem sendo reivindicado pelos pescadores que operam no porto de Vale dos Cavaleiros há mais de um ano, o autarca adiantou que a situação começa a ser resolvida no final desta semana ou durante a próxima.

“Foi contratada uma empresa que trouxe um engenho que não funcionou e agora através de máquinas, a câmara vai realizar este trabalho, ainda esta semana ou até a próxima semana, para resolver este grande problema”, disse Jorge Nogueira, observando que se trata de uma situação complicada porque neste espaço o barco não entra para fazer a dragagem.

Por isso vai-se realizar este trabalho numa primeira fase para depois ver uma segunda solução/alternativa, o que, segundo o mesmo, depende daquilo que for possível fazer com as máquinas.

“É algo urgente, emergente até porque está a atrapalhar enormemente a vida dos pescadores e põe em risco as suas embarcações e a própria segurança e saúde dos pescadores”, disse.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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