Fogo: Situação social na ilha é preocupante, considera o Grupo Parlamentar do PAICV

São Filipe, 22 Nov (Inforpress) – A situação social na ilha é preocupante e há necessidade de mais emprego para jovens e de mais actividades geradoras de rendimento para as famílias do meio rural, sobretudo as mulheres chefes de famílias.

A constatação é do Grupo Parlamentar do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV-oposição) que está em jornadas descentralizadas na ilha do Fogo, para preparar o debate sobre o orçamento do Estado para o ano económico de 2020, verificando questões no terreno para levar propostas concretas para a sede do debate.

O deputado pelo círculo eleitoral do Fogo, Nuías Silva e porta-voz do Grupo Parlamentar, disse que a visita está a decorrer num bom clima, tendo iniciado na quinta-feira pelo município dos Mosteiros, onde os parlamentares tiveram a possibilidade de constatar no terreno a dinâmica do desenvolvimento e oportunidades de contactar as comunidades e entender que há uma certa apreensão ou preocupação sobre o programa de mitigação da seca e do mau ano agrícola nos Mosteiros.

Contrariamente aos anos anteriores, este ano nos Mosteiros praticamente não choveu e há muita necessidade, devendo por isso o Governo ajudar a câmara na materialização do plano já elaborado e que está orçado em cerca de 30 mil contos.

Hoje, os deputados visitaram os municípios de São Filipe e Santa Catarina para contactos com as pessoas para entender a dinâmica existente, para no final da tarde reunir-se com os populares em Chã das Caldeiras.

Para o deputado, esta visita do Grupo Parlamentar do PAICV ajuda aos parlamentares a entender a real situação existente e no âmbito do debate do orçamento do Estado ou de outros instrumentos de gestão exigir uma maior atenção por parte do Governo às questões sociais.

“Vamos ter um grande encontro na zona de Patim, com os criadores e agricultores das zonas sul e centro para entender as dificuldades por que estão a passar, e que são mais do que evidentes, porque não há trabalho, há um mau ano agrícola, não há pastos e não há um programa de socorro a essas famílias”, disse o deputado, observando que é nestes momentos que o Governo precisa de ser amigo e ter rosto humano com as populações.

Segundo o responsável, as acções estão ligadas aos operadores económicos, coma questão do transporte que tem criado constrangimentos enormes ao desenvolvimento das potencialidades agropecuárias da ilha, a falta de investimento no sector da agricultura e da pecuária, o preço da água que é insuportável para que os agricultores possam desenvolver uma agricultura que não dependa muito das chuvas, mas que seja competitiva com as outras ilhas.

Para Nuias Silva, há disparidade na tarifa de água registada em relação a outras ilhas e mesmo dentro da ilha do Fogo, indicando que nos Mosteiros os agricultores pagam 30 escudos por metro cúbico e em São Filipe/Santa Catarina pagam 60 escudos, razão pela qual as autoridades municipais e o Governo devem desenvolver acções para minimizar esta situação para que os agricultores e criadores de gado possam desenvolver as suas actividades com resultados no aumento de rendimento e ser uma actividade lucrativa.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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