Feira Expomar começa hoje – pela primeira vez empresa do Mali entre os expositores (c/áudio)

Mindelo, 25 Nov (Inforpress) – A feira Expomar arranca hoje no Mindelo e terá 40 expositores e 70 stands, um dos quais com a estreia de uma empresa da sub-região africana, mais concretamente do Mali, ligada a negócios, gestão e logística marítima.

Sob o lema “ Nosso oceano, fonte de riqueza e bem-estar”, a VIII a edição da Feira Monográfica, Náutica e Pesqueira da CVOW (Expomar), que acontece nas instalações da FIC, este ano estará associada a Cabo Verde Ocean Week (CVOW), enquanto vertente expositora.

Em entrevista à Inforpress, o presidente do conselho de administração da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), Gil Costa, explicou que se decidiu associar estes dois eventos com o objectivo de potenciar as suas mais-valias.

“Vamos concentrar-nos tão-somente na vertente expositora. Com isto, queremos potenciar ainda mais o evento, trazendo as pessoas que vêm de propósito para o CVOW para visitar a feira, realizar negócios para que na próxima edição também possam expor,” clarificou Gil Costa.

Segundo a mesma fonte, nesta edição conjunta a taxa de ocupação da feira já se revela “praticamente metade” daquilo que tem sido a da Feira Internacional de Cabo Verde (FIC), que tem um historial de 23 anos.

Dos 40 expositores que participam, avançou,  a maioria são cabo-verdianas, mas há outros portugueses e brasileiros, empresas de capital espanhola, registadas em Cabo Verde, e também há um do Mali, que estará pela primeira vez no Expomar, graças à pareceria CVOW.

Gil Costa afirmou que as empresas que costumam participar na Expomar continuam a reputar o evento de “extrema importância e estratégica” para os seus negócios.

No entanto, ressalvou que muitas vezes a participação delas acontece de forma alternada. Isto é, clarificou, de dois em dois anos, sobretudo, devido a questões de foro financeiro porque a maior parte são pequenas e médias empresas.

Para o presidente do conselho de administração da FIC, sendo a Expomar uma feira “embrionária” a sua realização “só tem sido possível” devido ao “engajamento” dos parceiros institucionais e comerciais.

A título de exemplo, disse que uma empresa paga por um stand na Expomar 33 mil escudos mais Imposto Sobre Valor Acrescentado (IVA), enquanto na FIC paga-se três vezes mais.

Mesmo assim, garantiu que a qualidade que oferece aos expositores nos dois eventos é a mesma.

“O custo de participação que as empresas estão a suportar no Expomar não é o custo real, porque se reparar nós damos à essa feira a qualidade idêntica à qualidade da FIC,” defendeu lembrando que a Expomar é um evento que está a dar os seus primeiros passos.

Por isso, conforme Gil Costa, o objectivo é conseguir criar uma sustentabilidade, junto com os parceiros, para que o evento possa acontecer e no futuro possa tornar-se sustentável.

Instado a falar sobre o retorno que a Expomar tem dado às empresas durante essas oito edições, Gil Costa disse que as participantes cabo-verdianas têm a oportunidade de mostrar o seu potencial e o que são capazes de fazer.

Da mesma forma que, ajuntou, as empresas estrangeiras chegam com um plano estratégico para ver o que é que o país é capaz de fazer aos seus navios, além de procurar outros interesses em Cabo Verde.

A isso, adiantou a mesma fonte, junta-se ainda os encontros de negócios, os momentos de capacitação e de partilha de conhecimento, através da discussão de temas de “interesse e de relevância científica e legal.”

CD/AA

Inforpress/Fim

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