Engenheiro agrónomo defende união entre agricultores e responsáveis no combate a lagarta-de-cartucho do milho

Cidade da Praia, 06 Nov (Inforpress) – O engenheiro agrónomo Oumar Barry defendeu hoje a necessidade de os agricultores e responsáveis se reunirem em grupo para que haja mais eficácia no combate a lagarta-do-cartucho do milho a nível nacional.

Aquele responsável falava aos jornalistas, na Cidade da Praia, à margem da Formação de Facilitadores de Campus-Escola do Produtor (CEP)/Lagarta-do-cartucho do milho, financiada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), através da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

A formação, cujo objectivo é melhorar a capacidade dos facilitadores na gestão integrada da lagarta na produção de milho, através de programas adequados do CEP, é dirigida a 20 participantes, nomeadamente agentes de extensão rural e facilitadores do CEP, que são responsáveis pelo treinamento dos produtores.

Conforme explicou Oumar Barry, a ideia é reforçar a capacidade nacional no uso dos pesticidas biológicos, mas, realçou, a aposta tem que ser na organização dos agricultores.

“Intervir individualmente com cada agricultor é muito difícil, mas se eles estão bem organizados a mensagem é difundida da melhor forma possível e isso melhora as intervenções no campo”, admitiu.

O engenheiro agrónomo observou, que a intervenção química é “mais rápida” do que o combate biológico, mas, no seu entender, “não significa que é mais eficaz”, uma vez que esse método pode matar os insectos que são inimigos naturais que contribuem, também, para a diminuição da população da lagarta do cartucho.

Neste sentido, Oumar Barry salientou que a questão que se coloca aqui tem a ver com o equilíbrio natural.

“A nossa expectativa é melhorar a situação, reforçando a capacidade dos animadores que por sua vez vão melhorar a capacidade dos agricultores”, enfatizou.

Por sua vez, o formando Nuno Delgado, que é coordenador de extensão rural da delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente no Porto Novo, Santo Antão, prometeu que vai passar mensagens para seus colegas da ilha das montanhas, tendo em vista a formação de uma equipa para trabalhos conjuntos.

Demonstrou, por outro lado, que a situação é “difícil”, uma vez que além da praga da lagarta-do-cartucho, há a seca que está a tornar “cada vez mais preocupante”.

A lagarta-do-cartucho do milho continua a conquistar novos territórios fora da África subsaariana, onde tem provocado estragos em todos os países, excepto o Lesotho.

Além de África, a praga está em outros continentes como América e Ásia.

Na África Ocidental a sua presença foi confirmada em todos os 15 países e os seus danos são observados no milho, sorgo e arroz, que são considerados os cultivos estratégicos para se alcançar a segurança alimentar das populações.

WM/CP

Inforpress/fim

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