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“É sempre um orgulho saber que o que fazemos merece crédito de outras pessoas” – Lígia Fonseca

Cidade da Praia, 13 Set (Inforpress) – A Primeira-dama, Lígia Fonseca, reagiu hoje à sua distinção com o prémio África is more”o “, afirmando que “é sempre um orgulho” saber que o que se faz merece crédito de outras pessoas.

“Para mim, o mais importante é no meu dia-a-dia quando eu vejo que as pessoas que eu consegui ajudar conseguem caminhar sozinhas”, disse Lígia Fonseca, completando que a “maior homenagem” para si é saber que “a pequena ajuda” que deu e “a pequena palavra de conforto, de estimulo, deu resultado”.

Lígia Fonseca falava, na capital cabo-verdiana, aos jornalistas, à margem de uma conversa aberta intitulada “Os desafios das mulheres reclusas na actualidade”, realizada pelo Serviço Social da Cadeia Central da Praia, sob o lema “Promover a saúde prisional: uma questão de humanização”, no âmbito da Semana Nacional do Recluso.

No ponto de vista da Primeira-dama, quando as organizações resolvem também fazer esta homenagem, é uma forma também de incentivar todas as outras pessoas.

“Na verdade, há muitas outras pessoas que fazem muito mais do que eu e, por isso, no nosso país, as pessoas que merecem ser homenageadas não faltam”, prosseguiu.
Ainda nas suas declarações, Lígias Fonseca referiu que falta no país “uma efectiva igualdade e equidade de género”.

“Temos feito muito, mas a nossa sociedade continua ainda a ter alguma descriminação, algum preconceito relativamente às mulheres. Quando eu, nos contactos que faço, ainda oiço algumas pessoas terem dúvidas se uma mulher pode ser primeira-ministra ou Presidente da República, eu fico triste”, frisou.

Lígia Fonseca afirmou ainda que por tudo o que as mulheres cabo-verdianas têm feito e demonstrando, este tipo de dúvidas sobre a sua capacidade de liderança política não deveria existir.

“O meu grande desafio continua a ser demonstrar que as mulheres cabo-verdianas, como todas e quaisquer outras mulheres, m têm capacidade para estar em todo o lado e, por isso, a sociedade têm de criar as condições para que as mulheres possam realmente participar todos os níveis da vida em comunidade”, finalizou.

GSF/JMV

Inforpress/Fim

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