Directora do Museu da Educação defende maior interacção entre museus públicos e privados

Cidade da Praia, 18 Mai (Inforpress) – A directora do Museu de Educação defendeu hoje a necessidade de uma maior interacção entre os museus públicos e privados em Cabo Verde, visando garantir o enriquecimento e o melhor desempenho dos mesmos.

Clara Marques fez esta declaração em entrevista à Inforpress, a propósito do Dia Mundial dos Marques que se assinala hoje, a 18 de Maio, realçando que a efeméride serve de reflexão sobre a importância dos museus.

Para esta responsável, o museu desempenha um papel muito importante na valorização das vertentes culturais, sociais e educativos, realçando que pela sua relevância é considerado como agente de mudança das sociedades.

A nível nacional, lamentou o facto de os museus e a sua importância não estar ainda interiorizado no seio da sociedade cabo-verdiana, defendendo, neste sentido, uma maior massificação das visitas aos museus existentes no país.

“Infelizmente, não temos muito ainda para dizer dos nossos museus, apesar de desde de 1997 o Governo começou a criar algumas instituições museológicas, mas ainda não temos aquele número de museus suficiente e não temos a cultura da procura e visita aos museus por parte dos nossos cidadãos”, declarou, considerando o museu como uma instituição de cultura, formação e muito importante para o desenvolvimento de Cabo Verde.

Clara Marques advogou a necessidade de uma maior interacção e sinergia entre os museus públicos e privados em Cabo Verde, uma interacção, que no seu entender, possibilitaria o enriquecimento e o melhor desempenho dos mesmos.

“Essa interacção possibilitaria, não só enriquecimento dos museus, mas também apoiar na formação e gestão dos museus, através do protocolo de cooperação. Uma interacção efectiva, onde os museus teriam algo a fazer em conjunto, mas, sobretudo, que se dê mais visibilidade aos museus privados porque juntos somos mais forte”, realçou.

Conforme explicou, o Museu da Educação é um museu específico, que trata só não da parte cultural, mas também da parte formativa, asseverando que o mesmo tem sabido concretizar alguns objectivos traçados, com destaque para a preservação e promoção dos acervos.

No entanto, indicou que a formação, aquisição de materiais para exposições e um espaço são os maiores desafios a serem ultrapassados, lamentando que este ano, devido a pandemia do novo coronavírus e o estado de emergência, não foi possível realizar actividades comemorativas.

Acrescentou ainda que os maiores constrangimentos do Museu da Educação prendem-se com as questões financeiras, materiais e humanas, para a materialização dos projectos.

O Museu da Educação, de acordo com a directora, tem ao logo dos anos, desde a sua criação, realizado várias actividades envolvendo a comunidade educativa, revelando que no último ano recebeu cerca de mil visitas.

Informou, igualmente, que a direcção do Museu da Educação tem o projecto de abrir mais núcleos de memórias educativas em outras ilhas, mas que o processo para a sua instalação ainda está muito lento, devido a falta de espaços e pessoas disponíveis para trabalhar nesses espaços.

O Dia Internacional dos Museus é celebrado anualmente a 18 de Maio.

A celebração da data é feita desde o dia 18 de Maio de 1977, por proposta do ICOM – Conselho Internacional de Museus (organismo da UNESCO).

CM/JMV

Inforpress/Fim.

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