Foto de arquivo

Diplomacia: Luís Filipe Tavares em Bissau para “reapreciar” alguns acordos

Cidade da Praia, 11 Set (Inforpress) – O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares, chega hoje a Bissau para uma visita de trabalho, a convite da sua homóloga guineense Suzy Barbosa, em que vão ser “reapreciados” alguns acordos com este país da África Ocidental.

“Vamos reapreciar os acordos e ver como trabalharmos juntos para incrementarmos a cooperação entre os nossos dois países”, disse o governante à imprensa.

Uma outra vertente desta visita à Guiné-Bissau, explicou o chefe da diplomacia cabo-verdiana, relaciona-se com a Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e, por isso, faz-se acompanhar do secretário executivo desta organização intercontinental, Francisco Ribeiro Teles, e do embaixador de Cabo Verde em Portugal, Eurico Monteiro, que coordena os trabalhos dos embaixadores a nível da CPLP em Lisboa, além do representante de Praia em Bissau, mas com residência em Dakar, Senegal.

Na capital guineense, Luís Filipe Tavares tem agendado “encontros de cortesia” com autoridades locais em que vai inteirar-se, não só de questões em termos de organização política, como também no concernente a assuntos sociais e económicos.

Neste momento, Cabo Verde assegura a presidência rotativa da CPLP.

Por isso, Luís Filipe Tavares vai também apresentar às autoridades bissau-guineenses as prioridades de Cabo Verde, enquanto país que detém a presidência da CPLP, nomeadamente a questão da mobilidade, já que, afirmou, a Guiné-Bissau “está muito engajada” nesse sentido.

Os assuntos relacionados com os oceanos vão estar também no centro das atenções durante os encontros com os guineenses.

Instado sobre a possibilidade de a CPLP observar as eleições presidenciais guineenses previstas para 24 de Novembro próximo, afiançou que “estas coisas são feitas sempre em concertação com os países” e em função dos pedidos que forem feitos.

“Já estivemos a observar as eleições em Moçambique, em Timor-Leste, em Angola e em vários outros países”, precisou Luís Filipe Tavares, concluindo que a CPLP age sempre em função dos pedidos que lhe forem formulados.

LC/AA

Inforpress/Fim

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