Dia do Município: Apresentada ao público a marca “Brava” através de produtos da Renda Brava

Nova Sintra, 24 Jun (Inforpress) – A primeira colecção dos produtos do projecto Renda Brava, que representa a marca Brava, foi apresentada ao público bravense, numa exposição organizada pelo CNAD e a câmara municipal, em Nova Sintra.

No acto da inauguração, o director do Centro Nacional de Arte, Artesanato e Design (CNAD), Irlando Ferreira, evidenciou que a exposição e a marca representam a conquista de um desafio “muito grande”, porque, trabalhar a partir de São Vicente para Brava, através de meios digitais, “é completamente diferente” do que quando se trabalha presencialmente.

Conforme destacou, desde de 2018, altura em que se iniciou o projecto, já estavam cientes de que seria um desafio, mas a motivação dos criativos, tantos os designers como as rendeiras, fizeram o CNAD e todos os envolvidos apostarem tudo o que foi possível para que o projecto pudesse chegar àquilo que é hoje.

Segundo este dirigente, a renda feita na Brava já  existe há vários anos, e o CNAD quis com o projecto trazer uma renda que tivesse identidade e a simbologia com esta ilha, explicando os cuidados que a equipa teve na realização do trabalho.

“É um projecto a várias mãos, que durou vários anos, mas os resultados estão cada vez mais claros”, evidenciou, destacando que esta marca já ninguém consegue dá-la para trás, justificando que “já é um ganho”.

Sobretudo, assinalou, na aprendizagem das rendeiras que possuíam o costume de fazer renda completamente diferente e hoje chegam a um nível que “traduz a riqueza patrimonial” do ponto de vista arquitectónico e da flora da Brava.

Este processo, segundo a mesma fonte, não pode parar, porque se encontrava num processo formativo e também criativo para trazer uma primeira mostra daquilo que é o projecto Renda Brava e que a partir de agora é só crescer.

Adelina Lopes, uma das rendeiras mais antigas que participa neste processo, declarou que já possui mais de 50 anos a produzir rendas, mas ficou marcada pelo projecto, porque foi algo “bem projectado”, mas também “um trabalho muito difícil”.

A rendeira considerou-o um “trabalho duro”, mas também agradeceu as designers e as equipas envolvidas que tiveram “toda a paciência e discernimento” para apoiar as rendeiras mesmo à distância, para que hoje o produto fosse o que é.

Por seu turno, a vereadora responsável pelo pelouro da Cultura, Edna Andrade, considerou que o projecto veio em boa hora, um dos “maiores projectos a nível da renda na ilha”, o que deixou a câmara “muito orgulhosa”, porque é um projecto que retrata a ilha.

Com este projecto, realçou que a Brava possui rendeiras de “mãos cheias” e empenhadas em aproveitar as oportunidades.

O projecto Renda Brava apresentou os processos de criação e de produção da coleção, bem como as respectivas equipas envolvidas nos mesmos, designers de São Vicente e artesãs rendeiras da ilha Brava

O projecto iniciou-se em finais do ano 2018, no âmbito da 2ª edição da Feira Nacional de Artesanato e Design de Cabo Verde (URDI), e insere-se no “Artesanato Created in Cabo Verde”, uma iniciativa do CNAD.

O projecto conta com a parceria da Diversidade – instrumento de Subvenção do Procultura PALOP -TL, financiado pela União Europeia, gerido e cofinanciado pelo Camões, IP em parceria com a EUNIC e o Fundo de Sustentabilidade Social para o Turismo, e conta também com a parceria da Câmara Municipal da Brava e a própria disponibilidade das rendeiras do projecto.

MC/AA

Inforpress/Fim

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