Delegação universitária espanhola visita as ilhas do Maio e do Fogo em busca de parcerias com as câmaras locais

Cidade da Praia, 23 Jan (Inforpress) – Uma delegação do Centro de Extensión Universitária e Divulgación Ambiental de Galicia (CEIDA), de Espanha, visita, a partir desta terça-feira, a ilha do Maio, seguida da do Fogo, à procura de parcerias com as autarquias locais, na área da biosfera.

Esta informação foi avançada hoje pelo director do Centro de Educação Ambiental e de Capacitação em Espanha, Carlos Valez, depois do encontro que manteve com o Presidente da República, José Maria Neves.

Com chefe de Estado, Carlos Valez disse que abordou a possibilidade e formas de cooperar com Cabo Verde na área do ambiente e em iniciativas que promovam as boas práticas em matéria de conservação e promoção ambiental, sendo essa uma das “grandes bandeiras” assumidas pelo Presidente da República de Cabo Verde.

O chefe da delegação espanhola explicou que este encontro teve por objectivo melhorar a biosfera, a sensibilização ambiental e a capacitação de todos os actores que têm que tomar decisões que vão afectar a qualidade do meio ambiente.

A mesma fonte afirmou ainda que o motivo principal é mostrar a Cabo Verde que trabalham num território que é reserva da Biosfera na Galicia, em Espanha, e que a reserva é uma oportunidade de desenvolvimento, com a qual procuram partilhar “valores do nosso território com a implementação das condições de vida da população local”.

A delegação espanhola desloca-se a partir desta terça-feira às ilhas do Maio, primeiro, e depois, a do Fogo, para assinar parcerias com as autarquias locais e com a sociedade civil, sobretudo, com os sectores que se
preocupam com o meio ambiente.

A ideia, prosseguiu, é ver até que ponto “podemos compartilhar experiências e ajudar a fortalecer o futuro de que essas ilhas realmente respondem aos objectivos declarado pelo Unesco”.

O director do Centro de Educação Ambiental e de Capacitação em Espanha assinalou igualmente que é “muito importante” melhorar as capacidades de sugestão dos territórios que são da responsabilidade de cada um, também que é “essencial que a população se aproprie da oportunidade de que se considerem e que está dentro da configuração da conservação internacional”.

Para além disso, apontou ainda que é “fundamental” aprender práticas de outros países para que todos os recursos postos à disposição das nas comunidades locais sejam implementados, de forma a melhorar a qualidade de vida das pessoas e que tudo isso seja feito de uma maneira adaptativa ao mundo, que não seja pior para o futuro com as mudanças climáticas e que venha afectar países frágeis como Cabo Verde.

A delegação encontra-se em Cabo Verde para um intercâmbio de 20 de Janeiro a 03 de Fevereiro, com o Instituto Pedro Pires (IPP), e outras instituições, no quadro de um protocolo de cooperação entre as duas instituições, assinado em Abril de 2022, nas áreas de formação e ensino e investigação em cultura.

Através deste protocolo, o IPP pôde participar recentemente nas jornadas internacionais de reservas da Biosfera, ocorridas na Galícia.

DG/JMV
Inforpress/Fim

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