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CVMA têm levantado a auto-estima dos artistas e criadores cabo-verdianos – ministro

Cidade da Praia, 05 Mai (Inforpress) – O ministro da Cultura e das Indústrias Criativas, Abraão Vicente, destacou que os Cabo Verde Music Awards (CVMA) têm levantando a auto-estima dos artistas e criadores cabo-verdianos, trazendo à praça novos músicos e consolidando grandes carreiras.

Abraão Vicente fez esta consideração à margem da premiação dos Cabo Verde Music Awards 2019, que aconteceu na noite deste sábado, na Cidade da Praia.

Na ocasião, o governante defendeu que se deve valorizar aquilo dignifica a cultura cabo-verdiana, realçando especialmente neste ano que a “organização teve muitas dificuldades com patrocínios e financiadores”.

Nesta linha apelou à participação das grandes empresas nacionais e à sociedade civil para se engajarem.

Conforme referiu, ao longo dessas 10 edições, os CVMA têm construído algo e têm sido uma mais-valia, por isso, considerou, é essencial focar no positivo deste evento, que tem promovido a música e os artistas do país.

Entretanto, Abraão Vicente ajuntou não conhecer outro país do mundo onde faz-se tanta confusão porque algum não é nomeado.

“Acontece e os prémios são assim”, sublinhou, sustentando que é necessário levar a democracia a este tipo de premiação.

“Quem quiser inventar outro tipo de premiação ou modalidade, que invente, a sociedade civil tem essa possibilidade”, observou.

O ministro lançou ainda o desafio de que é preciso fazer mais para que o certame tenha cada vez mais credibilidade, avançando que, na próxima semana, terá com a organização uma reunião de trabalho, para pensar os CVMA a médio e longo prazo.

“É preciso um novo olhar, não podemos continuar a organizar este tipo de eventos em cima do joelho, porque prejudica a qualidade do evento, e prejudica também a satisfação dos artistas”, argumentou.

Com isso, indicou que é preciso dar maior previsibilidade aos artistas para que possam estar presentes, desenhar ao mesmo tempo prémios que possibilitem maior destaque internacional, mais ‘glamour’ ou que seja mais atractivo.

Por fim, concluiu que “este é o caminho” e não se pode desvalorizar aquilo que está feito.

Os Premiados:

Melhor Coladeira:

Roy Job ft. Grace Évora (Xtoria d’bo Manera)

Morna:

Lucibela (Laço Umbilical)

Música Tradicional:

Nancy Vieira (Bocas di Paiol)

Melhor Colaboração:

Loony Johnson ft. Zeca Nha Reinalda (Homi Grandi)

Melhor Produtor:

Roy Job (A Dedication)

Melhor Hip Hop/RnB:

Djedje ft. Olga (Cidade Perdida)

Afrobeat – Afrohouse:

Loony Johnson ft. Zeca Nha Reinalda (Homi Grandi)

Melhor Ritmo Internacional:

Dino d’Santiago (Como Seria)

Melhor Kizomba (Atualizada após renúncia de Denis Graça):

Djodje ft. Jimmy P (A Fila Anda)

Melhor Funaná:

Tony Fika (Nha Cutelo)

Melhor em Palco

Elji Beatzkilla

Melhor Intérprete Feminina:

Nancy Vieira

Melhor Intérprete Masculino:

Mirri Lobo

Álbum do Ano:

Roy Job (A Dedication)

Artista Revelação:

Lucibela

Música Popular do Ano:

Rapaz 100 Juiz ft. Calema (Preparado)

Melhor Videoclip:

Loony Johnson ft. Zeca Nha Reinalda (Homi Grandi)

HR/SR/ZS

Inforpress/Fim