Covid-19/São Vicente: “Notámos uma falta de informação” – UCID

Mindelo, 26 Mar (Inforpress) – A vice-presidente da União Cabo-verdiana Independente e Democrática (UCID, oposição) acredita que há falta de informação do “real perigo” que as pessoas correm perante o novo coronavírus e pede intervenção das câmaras municipais.

“Notámos que há uma falta de informação, que deve ser passada da melhor maneira. Uma informação pedagógica”, defendeu Dora Pires, que falava hoje aos jornalistas, no Mindelo, juntamente com o colega João Santos Luís, sobre o eventual decreto do estado de emergência em Cabo Verde por causa do novo coronavírus.

A responsável da UCID apela, por isso, à intervenção das câmaras municipais para passar a informação “o mais fiel possível”, tendo e conta que há spots a passar na televisão que “não dão a real situação”.

Neste momento, existem, segundo a mesma fonte, “publicidades muito demoradas”, mas que normalmente não conseguem passam a mensagem, quando isto deveria ser feito de uma forma, considerou, “curta e grossa”.

Dora Pires acredita que se deva transmitir as mensagens conforme as faixas etárias e chegar a toda a população. Por isso, ajuntou, os carros que se deslocam aos bairros devem parar a fim de que as pessoas apreendem os conteúdos das transmissões.

“Há necessidade de antes de começarmos a prender as pessoas de passarmos as informações”, sublinhou, lembrando que muitos meios rurais no País não têm sequer acesso às transmissões da rádio e televisão públicas.

Dora Pires defendeu, por outro lado, ser hora de agarrar numa nova distribuição das habitações do programa Casa para Todos, mas também de ver a situação de distribuição de água, especialmente para às pessoas, que vivem em barracos minúsculos e com agregados familiares bem numerosos e que agora têm de lidar com a quarentena obrigatória.

Ulisses Correia e Silva anunciou hoje “situação de risco de calamidade” no País e mandou encerrar todos os serviços e empresas públicas, de sexta-feira, 27, a 17 de Abril, reforçando assim as medidas de combate ao novo coronavírus.

O Governo, conforme o primeiro-ministro, é favorável à declaração do estado de emergência no País, explicando que, assim, o executivo terá poderes para se dotar de instrumentos adicionais de reforço às medidas de prevenção.

Numa declaração à Nação, Ulisses Correia e Silva disse que manteve um encontro com o Presidente da República, Jorge Carlos Fonseca, que “pondera seriamente a declaração de situação de emergência constitucional no País”.

Segundo apontou, o Governo “é favorável à declaração da situação de emergência”, isso porque, referiu, “dá ao executivo os instrumentos adicionais e reforçados de intervenção”, pelo que, apontou, “seja feita de imediato” para permitir uma maior eficácia da execução das medidas em curso.

Para o chefe do Governo, com o estado de emergência, poderão ser reforçadas as medidas de prevenção, com a obrigatoriedade legal de as pessoas permanecerem em casa, no encerramento de serviços e empresas privadas e a obrigatoriedade acrescida do poder de colaboração de todas as entidades com as autoridades sanitárias e de protecção civil.

LN/CP

Inforpress/Fim

Scroll to Top