Covid-19: Nações Unidas e ONG pedem “socorro” às múltiplas que crises ameaçam devastar o Sahel

Nova Sintra, 20 Mai (Inforpress) – As agências humanitárias da ONU e as organizações não-governamentais lançaram “um grito de alerta” sobre o rápido agravamento da crise no Sahel, resultante de diversos factores, incluindo as consequências da pandemia do covid-19.

Em nota de imprensa, esta “rede” constituída por várias organizações não-governamentais (ONG) salienta que esta crise está a causar “várias necessidades humanitárias” em toda a região, fruto da “intensificação de conflitos, aumento da insegurança alimentar, das desigualdades estruturais e das consequências directas e indirectas da pandemia da covid-19”.

De acordo com a mesma nota, houve um “aumento” da violência baseada no género e tudo isto, “ameaça devastar a região, colocando em risco milhões de pessoas, que requerem atenção urgente”.

Conforme avançou a nota, cerca de 24 milhões de sahelianos, em que metade são crianças, que precisam de assistência e de projecção vital, o número mais alto que já se registou.

Destacou-se, que devido à violência generalizada e aos desastres naturais, milhões de pessoas enfrentam as consequências das deslocações forçadas, além de realçar o “aumento dos refugiados”.

A nota citou uma afirmação de Millicent Mutuli, director do escritório regional do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados – ACNUR para a África Ocidental e Central, onde diz que “o tempo está a esgotar enquanto enfrentamos uma crise sem precedentes de deslocamento e protecção na região. Centenas de milhares de pessoas já foram forçadas a fugir e, agora, enfrentam a incerteza adicional provocada pelo coronavírus”.

Sublinha que cerca de 9,7 milhões de crianças correm risco de desnutrição aguda, incluindo três milhões de desnutrição aguda grave e a Marie-Pierre Poirier, diretora regional da UNICEF, chamou a atenção dos demais, destacando que perante o cenário, as crianças e jovens enfrentam um risco acrescido de serem vítimas de abuso e violência, de exploração sexual, casamento precoce e gravidez na adolescência.

Perante a situação vivida, as diversas organizações temem que a situação se torna “mais insustentável”, onde a própria directora regional da UNICEF salienta que “é crucial que sejam tomadas medidas para travar e impedir a propagação da pandemia do covid-19, para responder às necessidades imediatas e de longo prazo das crianças”.

Desta rede, faz parte o Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados para a África Ocidental e Central a UNICEF, o Programa Alimentar Mundial (PAM), a FAO, a Região Interina da Organização Internacional das Migrações (OIM), a Região do Conselho Norueguês para os Refugiados (NRC), e o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários para a África Ocidental e Central.

MC/CP

Inforpress/Fim

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