Covid-19: CVCV mobilizada para combater o surto que “exige prioridade absoluta”- presidente Arlindo Carvalho (c/áudio)

Cidade da Praia, 24 Mar (Inforpress) – O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde ressalvou hoje que todos os seus sectores estão mobilizados para o caso do coronavírus, realçando que a “questão exige prioridade absoluta”, visando criar mais e melhores condições face Às necessidades.

Em entrevista a Inforpress, o presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde, Arlindo Carvalho, afirmou que existe um plano de urgência operacional, aprovado a nível do Conselho Executivo e que leva em conta tudo o que foi material produzido para esse contexto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), e órgãos de movimento internacional da Cruz Vermelha para o Governo de Cabo Verde.

“Trabalhamos a nível de saúde com os nossos voluntários, médicos, enfermeiros, socorristas, mas também psicólogos e pessoas treinadas para dar o seu contributo a nível da segurança e assistência social”, frisou Arlindo Carvalho.

O responsável explicou que a Cruz Vermelha já tem um conselho local na Boa Vista, ilha em quarentena, estando a equipa preparada tanto para dar informações sobre a pandemia da Covid-19, como também para proporcionar esclarecimentos em termos de dúvidas por parte das pessoas.

“A Cruz Vermelha e os voluntários estão todos engajados nesta causa, com ânimo muito forte e psicologicamente preparado para fazer o seu trabalho”, realçou o presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde.

Confirmou que a nível da saúde a equipa já está a funcionar, a nível de assistência também e que em termos de informações estão a agir, tendo uma equipa preparada para tal.

Arlindo Carvalho ressalvou que esta força humanitária possui seus equipamentos e que também disponibilizou apetrechamentos para as Forças Armadas, também que ofereceu um lote de equipamentos de protecção individual para todos os conselhos locais, reforçando toda a capacidade financeira da mesma e de todos os projectos.

Explicou que a Cruz Vermelha trabalha em função dos cenários, sendo o primeiro de alerta, o segundo caso de perigo de eminência, e o terceiro caso urgência de saúde pública, mediante um plano de suporte financeiro, reforçando a segurança alimentar, principalmente para as camadas mais desfavoráveis

“Nesta primeira fase, estamos a pensar em empregar cerca de 20 a 30 mil contos”, confirmou Arlindo Carvalho.

O presidente da Cruz Vermelha de Cabo Verde acrescentou que o plano encontra-se estruturado em vários campos, havendo um campo só para as necessidades urgentes, de imediatos e outras de necessidades urgentes e o plano posterior, a conclusão de todo o processo, ao fim da vigência da pandemia em Cabo Verde.

Explicou que a nível estrutural, a Cruz Vermelha já se encontra preparada para saber como intervir no terreno, com 19 conselhos locais e que se encontram equipados e com pessoal treinado, com corpo de voluntários, distribuídos em função de cada necessidade, tendo orientações claras de como agir enquanto força humanitária nas suas respectivas comunidades.

Apelou para o esforço nacional por parte de todos, fazendo foco para a prevenção, minimizando assim os riscos face a pandemia, novo coronavírus.

CG/SR/JM

Inforpress/Fim

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