Covid-19: Confissões religiosas acreditam que o PR terá “sabedoria” e “serenidade” para decidir sobre o estado de emergência

Cidade da Praia, 26 Mar (Inforpress) – Os líderes das confissões religiosas acreditam que o Presidente da República terá “sabedoria” e “serenidade” para decidir sobre a possível declaração de estado de emergência no país como medida de prevenção à  propagação do covid-19.

Em declarações à imprensa, depois de um encontro com Presidente da Republica, Jorge Carlos Fonseca, o cardeal Dom Arlindo Furtado disse que o mais alto magistrado da Nação terá a “sabedoria” e “coragem” para tomar a medida adequada para prevenir o país perante o ataque “terrível” da covid-19.

“Há decisões que a certo nível só o Presidente da República pode tomar, consultando os órgãos constitucionalmente indicados, de modo que é preciso enquadrar todas as medidas dentro da legalidade”, indicou.

Dom Arlindo Furtado adiantou que qualquer medida a ser tomada será para salvaguardar a vida e saúde dos cabo-verdianos.

Questionado sobre a posição da Igreja Católica nessa matéria, disse que compete aos Governo, ao Presidente da República e um necessário consentimento da Assembleia Nacional.

“Eles é que têm o supremo dever de defender e promover os grandes interesses nacionais e a igreja como parte importante integrante dessa sociedade vamos dar a nossa colaboração para o bem de todos, porque o que está em causa é o bem comum”, explicou o representante da igreja católica em Cabo Verde.

Por seu turno, o superintendente da Igreja do Nazareno, Adérito Ferreira, disse que apoia e compreende a decisão do Presidente da República, caso venha a declarar o estado de emergência no país.

“Ninguém quer um estado de emergência porque isso vai mexer com muitas coisas (…) convêm que as medidas que têm que ser tomadas sejam o mais cedo possível e neste sentido a Igreja Nazarena foi clara, dizendo ao Presidente da Republica que se ele optar por essa via teria da nossa parte a compressão total”, declarou.

Adérito Ferreira apelou os cabo-verdianos a dar as suas contribuições nessa “luta”, obedecendo as ordens e as indicações das autoridades competentes, porque vão ser dias difíceis.

OM/JMV
Inforpress/Fim

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