Covid-19/Brava: Comerciantes pedem a responsáveis de transportes marítimos “mais sensibilidade e poder de decisão” (c/áudio)

Nova Sintra, 22 Mai (Inforpress) – Os comerciantes da Brava apelam a uma “maior sensibilidade e poder de decisão” a tempo útil por parte das entidades responsáveis por transporte das mercadorias para a ilha.

Estes comerciantes falavam à Inforpress, a propósito do atraso verificado com o navio Praia d´Aguada na ilha do Fogo, que estava a transportar mais de 160 toneladas de cargas para os comerciantes bravenses e mais de 400 para o Fogo.

O navio tinha chegado à ilha do Fogo na manhã de quarta-feira, 20, e só fez a viagem para a ilha Brava na noite quinta-feira, 21, mas só procedeu à descarga das mercadorias na manhã desta sexta-feira.

Os comerciantes afirmaram, entretanto, que ao fazerem o levantamento das mercadorias, depararam com alguns prejuízos, “principalmente” dos produtos perecíveis e congelados.

Daniel Tavares, gerente de um minimercado, o maior da ilha, explicou que por estarem nesta área, sempre dizem que “um dia é da caça e outro do caçador” e que estas dificuldades são “ócios do ofício”, que vão superando dia após dia.

Segundo este responsável, a classe tem tido algum prejuízo, sobretudo nos produtos perecíveis, porque o barco “não tem estado a cumprir com o horário, e não fazem um programa especial para a ilha”.

Entretanto, avançou que estão a aprender a lidar com estas situações, mas por vezes, o “mal maior que enfrentam é que as pessoas não são responsabilizadas pelos seus actos, que muitas vezes é uma questão até de decisão”.

“Hoje, há muita cabeça num só corpo e muitas vezes não há directrizes bem emanadas, e mesmo quem de direito tem dificuldades em tomar decisões e por vezes não fazem a tempo útil o que tem de fazer”, disse Daniel Tavares.

E a situação vivida hoje, segundo o gerente, “deveria ser evitada”.

“A solução deveria ser tomada no momento, porque ao fim ao cabo foi a decisão que acabaram por tomar posteriormente”, realçou.

O comerciante voltou a reforçar o apelo no sentido de os responsáveis terem “mais responsabilidade”, uma vez que, conforme acentuou, a classe “é muito vulnerável”, sobretudo numa ilha onde os constrangimentos e custos do transporte são enormes.

Nestas condições, acrescentou que “qualquer prejuízo que soma na contabilidade repercute no desempenho e na capacidade de produtividade”.

A opinião deste gerente foi a mesma partilhada por vários outros da classe, dizendo-se conscientes de que os prejuízos acumulados hoje não serão arcados por eles mesmos.

MCJMV

Inforpress/ Fim

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