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Classe jornalística precisa unir-se para resolver seus problemas laborais – inspector-geral do Trabalho

Cidade da Praia, 04 Out (Inforpress) – O inspector-geral do Trabalho, Anildo Fortes, defendeu hoje a necessidade de os jornalistas se unirem para resolverem os seus problemas laborais, salientando que a instituição que dirige está disponível para ajudar a classe a colmatar as principais preocupações.

Anildo Fortes fez estas declarações à Inforpress, à margem de uma sessão de esclarecimento sobre a legislação laboral em Cabo Verde e a sua conformidade com as especificidades da profissão de jornalista, promovida pela Associação Sindical dos Jornalistas de Cabo Verde (AJOC).

Depois de auscultar as preocupações dos jornalistas, aquele responsável admitiu que, “realmente”, há muitas questões, nomeadamente os horários de trabalho e subsídios de turno, que, no seu entender, precisam ser resolvidos de acordo com a legislação laboral em vigor.

“A Inspecção-Geral do Trabalho está disponível para dar os pareceres necessários e fazer com que as entidades patronais cumpram com as suas obrigações, de acordo com aquilo que está na legislação laboral”, garantiu.

Por sua vez, o presidente da AJOC, Carlos Santos, disse que a associação sindical dos jornalistas está “preocupada” com uma série de situações laborais nas empresas da Comunicação Social.

“De uma forma geral, há várias situações que os jornalistas apresentaram, temos violações de várias formas, até dos contratos de trabalho. Ou seja, os jornalistas trabalham muito para além daquilo que é o horário de trabalho”, exemplificou.

Carlos Santos apontou, por outro lado, “situações gritantes” no bloqueio de carreira, com casos de jornalistas que estão há muito tempo no mesmo nível, salientando que o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) “não ata nem desata”.

O presidente da AJOC denunciou ainda, casos de jornalistas que tinham contratos por tempo indeterminado, mas, conforme afiançou, viram se na obrigação de assinar um contrato de prestação de serviços.

“A AJOC, enquanto sindicato, vai mobilizar os trabalhadores para ter delegados sindicais em todas as empresas de Comunicação Social para, juntos, exigirmos o nosso direito”, enfatizou.

No seu entender, os jornalistas precisam unir-se em uma única voz para analisar e resolver esta questão de uma forma colectiva.

WM/CP

Inforpress/Fim

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