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Citi.coop perspectiva até 2021 alcançar 2.000 sócios e 3000 clientes e um volume de negócios de 141 mil contos cabo-verdianos

Cidade da Praia, 22 Jun (Inforpress) – A Cooperativa para a Promoção da Inclusão Financeira (Citi.Coop), com sede na Cidade da Praia, perspectiva até 2021 alcançar 2.000 sócios e 3000 clientes e atingir um volume de negócios de 141 mil contos.

As metas constam do Plano Estratégico e de Negócio para o período 2019/2021, cujas linhas gerais foram aprovadas sexta-feira, 21, durante a primeira Assembleia-geral desta cooperativa de poupança e crédito, criada em 2017, pela Citi-Habitat para se adequar actividades às exigências da nova lei de micro-finanças.

Segundo o presidente do Citi Habitat, Jacinto Santos, a Assembleia teve por objectivo aumentar o número de sócios, no sentido de acelerar esse processo de transformação.

A Citi.coop foi constituída por 26 sócios fundadores e actualmente conta com mais de 900. Durante a assembleia-geral, adiantou o responsável, foram integrados mais 175 novos sócios, sendo que a meta é atingir os 2000 sócios em 2021.

“Nós definimos como meta para alcançar esse objectivo admitir 175 novos sócios por ano e desta forma conseguiremos atingir a nossa meta e admitir 3000 clientes”, indicou, adiantando que a intenção é que todos os sócios sejam co-proprietários da empresa.

Um segundo objectivo do plano estratégico e de negocio é aprofundar o crédito produtivo, ou seja, o micro-crédito, que visa proporcionar às pessoas e aos sócios condições de desenvolvimento de actividades que lhes proporcionam rendimento estável, sustentável e que lhes apoiem no seu processo de ascensão social.

Neste sentido, adiantou que dois novos produtos vão ser lançados no horizonte de 2021. O primeiro é o crédito de consumo e o segundo o da poupança.

“O crédito consumo será destinado aos sócios, funcionários de nível salarial mais baixo. Temos muitos pedidos nesse aspecto, mas não tínhamos esse produto e um segundo tem a ver com a poupança. O nosso foco é mobilizar a poupança dos sócios por forma a aumentarmos o capital próprio da empresa, sem que venhamos a ter necessidade sistemática de recorrer à banca para o refinanciamento”, disse.

Jacinto Santos salientou que a poupança é o ponto forte desta governação que quer também implementar e consolidar um sistema de informação e gestão robusta e operacional, e alcançar um volume de vendas na ordem de 141 mil contos.

Para tal, adianta que a aposta vai ser na diversificação e na melhoria dos produtos e subjacente a este objectivo implementar um “programa ambiciono” de digitalização dos serviços micro-financeiros da Citi.coop.

“Neste aspecto, estamos a contar com uma assessoria técnica internacional para que possamos reduzir os custos operacionais da empresa e contribuir para o aumento da inclusão financeira, reduzindo substancialmente os custos de acesso ao crédito e proporcionar aos sócios os serviços que respondam às suas necessidades.

Elevar o nível técnico e a capacitação permanente do pessoal da citi-coop são outras linhas do plano estratégico.

Durante a Assembleia-geral foram ainda aprovados o relatório e a conta da gerência referentes ao ano de 2018 e o plano de actividades e o orçamento de funcionamento e de investimento para o ano de 2019.

Foram feitas algumas alterações pontuais aos estatutos, de forma a adequar as exigências da lei.
Jacinto Santos considerou essa assembleia de “histórica”, na medida em que, segundo disse, marca uma nova fase no processo de transformação efectiva da instituição de micro-finanças em Cabo Verde.

MJB/JMV

Inforpress/fim