Centro de incubação prepara e coloca no mercado 14 empresas – volume de negócios total ultrapassa 36 mil contos

Cidade da Praia, 07 Jan (Inforpress) – A Business Incubation Center (BIC)  preparou e colocou no mercado nos últimos 16 meses um grupo de 14 empresas com um volume de negócios total de mais de 36 mil contos e que geraram 40 postos de trabalho.

Os dados foram avançados hoje pelo gestor das incubadoras, Diogo Moeda, numa sessão de apresentação dos resultados dessa entidade, desde que a mesma passou para liderança da Câmara de Comércio do Sotavento (CCS).

Segundo Diogo Moeda, durante esse período houve uma “grande dinâmica” a nível da incubação, com a realização de actividades próprias como o Bootcamp, o Start Challenge, o Sport Bootcamp, realizado na ilha do Sal,  mas também apoios a outras actividades como a startup weekend e a semana global do empreendedorismo, entre outras.

“Nós acolhemos as  incubadas e tivemos 14 empresas a trabalhar aqui connosco, e essas empresas no conjunto tiveram um total de volume de negócios de mais 36 mil contos, geraram mais de  40 postos de trabalho e pagaram mais dois mil contos em impostos”, precisou aquele responsável.

Para além disso, afirmou que houve trabalhos desenvolvidos a nível da capacitação empresarial, com acções que abrangeram não só as empresas incubadas.

“De um modo geral demos mais de 1200 horas de capacitação empresarial com mais de 800 participantes.  Portanto, durante esse período apoiamos o sector privado, as startups na fase inicial e criamos uma grande dinâmica empreendedora”, disse.

Diogo Moeda adiantou que 2020 será o ano da expansão da BIC para outras ilhas e o ano consolidação dos programas criados e implementados em 2020, bem como o desenvolvimento de novas programas, como é caso do Soft Landing, já em fase de execução, e que visa acolher empresários que estão fora do país, seja cabo-verdianos ou estrangeiros, e que querem implementar o seu negócio em Cabo Verde.

A perspectiva é de duplicar as empresas incubadas, isto é passar das 14 acolhidas e preparadas em 2020 para 28 a 30 empresas até final de ano em curso.

Para o presidente da CCS, Jorge Spencer Lima, esses resultados demonstram que a decisão do Governo de transferir as competências da BIC do sector público para o sector privado “foi boa”.

“A BIC melhorou substancialmente”, afirmou, indicando que isso demonstra também que as câmaras e o sector privado são “parceiros fiáveis” com os quais o Governo pode contar.

O acto de apresentação dos resultados contou com a presença do vice-primeiro-ministro ministro das Finanças, Olavo Correia, que reiterou o propósito do Governo de, em parceria com as câmaras de comércio e de turismo, criar as condições para que os jovens possam desenvolver as suas ideias e ir para o mercado com negócios bem montados.

“Temos de preparar os jovens não só para terem ideia, mas também para terem capacidade para gerir o negócio e possam criar valores. Já vimos aqui em como é possível e temos de aumentar a escala, não só em Santiago, mas também a nível de todo Cabo Verde. Temos jovens com capacidade em todas as ilhas que precisam ter oportunidades para empreender inovar e criar empregos para si e para sua comunidade fazendo avançar o país”, sustentou.

A gestão da BIC antes era feita pela Pró-Empresa, mas através de um protocolo assinado com as câmaras de comércio e do turismo, o Governo passou as competências dessa entidade para o sector privado.

MJB/AA

Inforpress/Fim

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