Caso Giovani: Suzana Garcia esclarece polémica em torno das suas declarações sobre a morte do jovem

Espargos, 12 Jan (Inforpress) – A advogada portuguesa Suzana Garcia pronunciou-se sexta-feira, perante polémica após as suas declarações sobre a morte do estudante cabo-verdiano, Luís Giovani Rodrigues, ocorrido no dia 31 de Dezembro, do ano passado, em Bragança.

Depois de ter utilizado o termo “gentalha“, enquanto comentava a morte do jovem cabo-verdiano Luís Giovani Rodrigues, num dos programas emitidos pela cadeia televisiva TVI, a advogada Suzana Garcia veio a público esclarecer a polémica gerada após as suas declarações.

“Nem disse sequer cabo-verdianos são gentalha. As pessoas que conseguem ter a desfaçatez de usar e instrumentalizar a morte de um jovem para retirar dividendos político-partidários, são pessoas sem princípios morais“, afirmou.

Segundo a jurista, toda a polémica que está a ser causada a volta do caso “é decorrente do oportunismo político, de pessoas que não têm noção nenhuma de que a sua actuação, e aquilo que dizem, é pernicioso à sociedade, e deveriam ser responsabilizadas por isso“, exteriorizou.

“A ataraxia mental chega ao ponto de dizer que a comunicação social não deu relevância a este caso, porque o jovem era negro… isto é falso”, comentou, observando que “a comunicação social passou a falar deste assunto, a partir do dia 01, quando ocorreu o homicídio”.

“Não deve haver mais nenhum crime neste país que tenha dado mais alarido do que este“, ironizou.

Relativamente à posição da Polícia Judiciária (PJ), no caso de Giovani, a jurista sustenta que o processo só passou para a alçada da PJ no momento em que o jovem morreu, isto é, no dia 31, uma vez que até aí, conforme disse, não tinha que ser da competência destes.

“É mais fácil identificar três jovens no incidente aqui da cidade universitária do que identificar, localizar, e questionar 15 em Bragança“, explicou.

As declarações de Suzana Garcia, em que teria utilizado o termo “gentalha“, enquanto comentava o caso de Giovani Rodrigues, causou uma onda de revolta no seio dos cabo-verdianos, no país e na diáspora.

Luís Giovani dos Santos Rodrigues, 21 anos, natural dos Mosteiros, ilha do Fogo, morreu no dia 31 de Dezembro de 2019 no Hospital de Santo António, no Porto, Portugal, depois de ter sido espancado, alegadamente por um grupo de indivíduos na cidade transmontana de Bragança, no passado dia 21 de Dezembro.

Neste sábado foram várias as marchas silenciosas, dentro e fora do país, clamando por justiça, pelo assassinato de Giovani.

CF/SC/CP

Inforpress/Fim

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