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Câmara da Praia: Responsável da Protecção Civil diz que serviço está “minimamente preparado” para as chuvas (c/áudio)

Cidade da Praia, 02 Ago (Inforpress) – O director do Serviço de Protecção Civil da Câmara Municipal da Praia, Celestino Afonso, garantiu hoje que a instituição encontra-se “minimamente preparada” para fazer face a eventuais cheias no município da capital.

Segundo ele, para “intervenções pontuais” na preparação e reposição da normalidade durante época das chuvas foi feito um orçamento de mais de 25 mil contos.

Celestino Afonso fez essas considerações em declarações à imprensa, após apresentação do Plano Operacional de Emergência de Chuvas para Cidade da Praia, acrescentando que, paralelamente a esse montante, há outros investimentos que permitem que a capital esteja “melhor preparada” para receber as chuvas.

“Estamos minimamente preparados para dar respostas de emergência em situações normais de cheias ou precipitações que ocorram”, afiançou, adiantando que se houver “algo maior” recorrerão ao Serviço de Protecção Civil Nacional e à ajuda internacional para “situação extrema”.

Para aquele  responsável, as intervenções são feitas desde a fase preventiva, assim como a de resposta e reabilitação após a queda das chuvas, mas, conforme realçou, o montante previsto “pode significar insuficiente” para se fazer face às situações.

Reforçou também que o referido plano deu “maior importância” na prevenção, assim como a sensibilização das pessoas e a “preparação mínima”, apostando na desobstrução e limpeza urbana de forma a facilitar o escoamento das cheias.

As zonas baixas e as de ocupação clandestina, nomeadamente Jamaica, Água Funda, Fundo Castelão e Safende, são tidas como as mais críticas, traduzindo em “preocupações maiores” para as autoridades.

“Há duas semanas fizemos uma campanha de informação e sensibilização, especificamente para esta situação de precipitações e cheias, para demonstrar às pessoas que elas são importantíssimas no processo de prevenção e preparação”, salientou, apelando “mais cidadania”.

A mesma fonte revelou ainda que capacitaram a população, distribuindo folhetos para que possam “estar minimamente preparadas” na época das chuvas e zelar pelas medidas de autoprotecção.

Para o presidente substituto da Câmara Municipal da Praia, António Lopes da Silva,   o “maior problema” da Praia relaciona-se com  o comportamento das pessoas, que constroem em lugares não apropriados, sem respeitar o plano urbanístico.

“Temos que lutar contra esta incivilidade  dos munícipes. O dinheiro gasto na prevenção poderia ser canalizado para outras coisas em  prol deles”, considerou o autarca

O Plano Operacional de Emergência das Chuvas para Cidade da Praia foi elaborado em articulação com a Cruz Vermelha de Cabo Verde, Protecção Civil e a Direcção Nacional do Ambiente.

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Inforpress/Fim