Cabo Verde reconhece a legitimidade do Governo de Aristides Gomes na Guiné-Bissau, segundo MNE (c/áudio)

Cidade da Praia, 06 Nov. (Inforpress) – O Governo de Cabo Verde “alinha perfeitamente com a comunidade internacional”, designadamente a CPLP, a CEDEAO e o Conselho de Segurança das Nações Unidas e reconhece o executivo de Aristides Gomes como o legítimo da Guiné-Bissau.

A posição de Cabo Verde foi manifestada esta manhã à imprensa pelo ministro dos Negócios Estrangeiros (MNE), que é também tutela da Defesa, Luís Filipe Tavares, após o desfile militar, realizado na Avenida Amílcar Cabral, no Platô, para comemorar o Dia da Defesa Nacional, que se celebra hoje, 06 de Novembro.

O governante disse que Cabo Verde vai continuar a trabalhar para que no quadro da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) seja encontrada rapidamente as soluções para a crise política por que passa a Guiné-Bissau.

Sublinhou que Cabo Verde alinha com a posição do Conselho de Segurança das Nações Unidas, alegando que esta organização internacional “tem sido muito clara em relação a esta posição”, ressalvando que o alinhamento de Cabo Verde é o da comunidade internacional.

A este propósito, o chefe da diplomacia cabo-verdiana anunciou que a CEDEAO vai ter uma reunião “muito importante” esta sexta-feira em Niamey, no Níger, já que o presidente deste país preside à Cimeira dos Chefes de Estados da comunidade.

A Guiné-Bissau está mergulhada numa crise política institucional, com o Chefe de Estado, José Mário Vaz, a demitir o Governo de Aristides Gomes saído das eleições legislativas recentemente realizadas e a nomear um novo Governo, liderado por Faustino Imbali, dirigente do PRS.

Aristides Gomes e o seu Governo mantêm-se em funções e grande parte da comunidade internacional reconhece o seu executivo como único e legitimo na Guiné-Bissau a quem pedem que organize as eleições presidenciais marcadas para 24 do corrente.

Uma missão da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental encontra-se na Guiné-Bissau para mediar a crise no país.

SR/ZS

Inforpress/Fim

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