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Cabo Verde e França assinam protocolo para realização de exercícios militares conjuntos em 2020

Cidade da Praia, 08 Out (Inforpress) – Cabo Verde e França assinaram hoje um protocolo de intenções, visando a realização de exercícios militares conjuntos, já a partir do próximo ano, para reforçar a segurança e lutar contra o tráfico marítimo na África Ocidental.

O acordo foi assinado na Cidade da Praia pelo ministro cabo-verdiano dos Negócios Estrangeiros e Comunidades e ministro da Defesa, Luís Filipe Tavares, e o secretário de Estado da República francesa junto do Ministério da Europa e dos Negócios, Jean-Baptiste Lemoyne, que se encontra de visita ao arquipélago.

Já acordo em si sobre segurança marítima, segundo disse o governante cabo-verdiano, em declarações à imprensa, será rubricado em França, nas próximas deslocações que efectuará a Paris.

“Neste momento estamos a fazer com Portugal, Espanha, Brasil, Estados Unidos da América, e estamos a negociar com a Bélgica um acordo neste sentido”, informou o chefe da diplomacia cabo-verdiana.

Por seu turno, o secretário de Estado francês destacou o protocolo assinado com Cabo Verde, justificando que o mesmo vai permitir aos dois países reforçar a luta contra todos os tipos de tráfico na região da África Ocidental.

“Cabo Verde tem uma localização estratégica na África, a meio caminho entre a Europa e o Brasil”, pontuou o governante francês, completando que interessa ao seu país trabalhar juntamente com o arquipélago no fortalecimento de intercâmbios, de visão diplomática e política para promover a estabilidade e segurança no continente africano.

Além da cooperação na área da Defesa, Jean-Baptiste Lemoyne avançou que os dois países estão a trabalhar para reforçar as relações em matéria económica, mais precisamente no turismo.

Conforme defendeu, a França poderá colaborar na extensão de infra-estruturas aeroportuárias em Cabo Verde, por exemplo.

Ainda no âmbito da sua deslocação ao arquipélago, o secretário de Estado francês destacou a realização de reuniões de trabalho que serviram par para fazer um balanço do “andamento dos projectos”.

Disse, também, que teve “sorte” de conhecer uma “experiência cultural muito bonita”, que é a escola francesa “Les Alizés” e ficado “impressionado” ao ver o quanto a língua francesa é usada em Cabo Verde.

GSF/CP

Inforpress/Fim

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