Cabo Verde coloca “grande expectativa” no projecto regional de electrificação fora de rede para alcançar o acesso universal

Cidade da Praia, 07 Nov (Inforpress) – O director nacional de Indústria, Comércio e Energia, Rito Évora, disse hoje que Cabo Verde coloca “grande expectativa” no Projecto Regional de Electrificação Fora de Rede (ROGEP) para alcançar o acesso universal e ter energia mais barata.

O projecto, que é financiado pelo Banco Mundial, beneficia 19 países da África ocidental sendo 15 da CEDEAO, mas quatro países da região do Sahel, e visa essencialmente trabalhar o mercado de energia renovável, melhorando o ambiente desses países para que possam ter cada vez mais negócio à volta deste mercado fora da rede.

Rito Évora, que falava aos jornalistas na sequência da realização hoje, na cidade da Praia, do workshop de apresentação dos resultados finais do estudo de avaliação do mercado de energia solar fotovoltaica fora de rede, disse que esse projecto está focado mais para zonas isoladas e onde é difícil fazer a extensão da rede.

O estudo mostra que comparativamente aos outros países da sub-região, Cabo Verde nesta matéria tem uma posição privilegiada, já que tem uma taxa de electrificação rural acima dos 90%.

Contudo, explicou aquele director nacional que para alcançar a meta de atingir os objectivos de desenvolvimento sustentável de garantir o acesso universal já em 2021 há ainda a última tranche da população que precisa ser atingida.

Ademais explicou que o acesso universal não implica apenas o acesso físico, mas também a acessibilidade dos preços, da legalidade e do consumo.

“Acesso mesmo é aquilo que cumpre com todos esses critérios. Consideramos que os instrumentos e mecanismos de financiamento que são postos à disposição dos 19 países da região subsaariana podem ser importantes para se conseguir isso”, disse realçando ainda que esse projecto poderá constituir também uma “importante” oportunidade de negócios para as empresas nacionais que laboram nessa área.

“Vemos os kits solares e esses equipamentos de eficiência energética como um meio também para reduzir a factura energética e logo melhorar o critério de acessibilidade dos preços e podemos formatar um programa social”, acrescentou.

O ROGEP, segundo a técnica Hermelinda Tavares Lima, tem duas componentes essenciais sendo a primeira que prevê desenvolver todo o ambiente à volta do negócio relacionado com as energias renováveis, que envolve assistências técnica a empreendedores, mas também uma segunda componente que tem a ver com a disponibilização de uma linha de crédito.

Orçado em mais de 200 milhões de dólares, o projecto foi aprovado em 2017 e será implementado pelo Centro de Energias Renováveis e Eficiência Energética da CEDEAO, o ECREEE, sendo que a vertente financeira será implementada pelo Banco Oeste Africano de Desenvolvimento.

Beneficia um total de 19 países incluindo todos os 15 países da CEDEAO (Benin, Burquina Faso, Cabo Verde, Cote d’Ivoire, Gambia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Libéria, Mali, Níger, Serra Leo, Senegal e Togo) e mais quatro países designadamente Camarões, República Centro-Africana, Chade e Mauritânia.

Espera-se que o mesmo beneficie cerca de 1,7 milhão de pessoas, das quais cerca de metade seriam mulheres.

MJB/ZS

Inforpress/fim

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