Brava: Raiz da Violência Baseada no Género é a desigualdade social – consultora

Nova Sintra, 04 Nov (Inforpress) – A consultora na promoção da igualdade de género e direitos humanos Dionara Anjos defendeu hoje, na Brava, que a raiz da Violência baseada no Género (VBG) é a desigualdade social.

Dionara Anjos fez estas declarações à Inforpress, após uma ‘conversa aberta’ com os membros rede local de trabalho para a Rede do Emprego e Empregabilidade na Brava, da Cooperação Luxemburguesa e alunos do 12º ano, sobre a igualdade de género.

Segundo a consultora, o objectivo da conversa foi trabalhar com os participantes o conceito de género e da igualdade de género, e tentar fazer com que eles observem onde é que estão as desigualdades de género e as consequências destas tais desigualdades.

E para isso, ressaltou que é necessário que estes entendam o que é género, para não se confundir com o sexo.

Pois, alertou, que caso se confundirem estes dois conceitos, fica mais difícil entender que as desigualdades são construídas socialmente para homens e mulheres.

E, falando das desigualdades sociais, acabou por debruçar sobre os estereótipos, onde elencou duas vertentes em que estes prejudicam e de que forma a questão do género.

A primeira consequência destes tais estereótipos apresentada pela oradora foi a VBG. Conforme explicou, a VBG é o “reforço” dos papéis definidos pela sociedade. e, acrescentou, “é um exercício de poder para reforçar os papéis e os estereótipos”.

A segunda vertente, salientou, é a nível profissional, onde salientou que as desigualdades de género acabam colocando homens e mulheres, em lugares diferentes na profissão.

E a diferença dos lugares, defendeu que mostra uma certa “segregação profissional”. Ou seja, mulheres em algumas profissões e homens em outras. E o que acontece, é que na maioria das vezes, as profissões mais masculinizadas são aquelas que promovem um maior rendimento e são mais reconhecidas socialmente.

No final da conversa aberta a oradora referiu que tendo em conta a metodologia participativa que ela utiliza, permitiu-lhe conhecer as experiências e vivências dos participantes.

E, isto levou-lha detectar que as pessoas “conseguem” avistar onde é que estão as diferenças na sociedade.

Até porque, salientou que a conversa aberta é o lançar de uma semente para uma reflexão em termos de igualdade e desigualdade de género e das consequências de tudo isso na vida e na sociedade.

Para 05 e 06 de Novembro, está programada uma acção de formação onde pretende-se discutir as desigualdades de género no mercado de trabalho e discriminação laboral, a economia produtiva e reprodutiva e indicadores de género em Cabo Verde, entre outros.

MC/CP

Inforpress/fim

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