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Brava: Questão do transporte de mercadorias é considerada o “maior calcanhar de Aquiles” para os empresários

Nova Sintra, 19 Jun (Inforpress) – O presidente da Câmara de Comércio de Sotavento (CCS), Jorge Spencer Lima, considerou hoje que o principal o “maior calcanhar de Aquiles” dos empresários na Brava é a questão do transporte das mercadorias.

Estas considerações foram feitas à imprensa, no final de um encontro que a CCS realizou com os empresários na ilha.

Conforme Jorge Spencer Lima, este encontro foi de carácter informativo, pois é “necessário” que os empresários saibam da situação do momento, mas também, das oportunidades que devem ser aproveitadas no sentido de desenvolverem as suas actividades.

Pois, conforme salientou, Cabo Verde tem que ser desenvolvido e deve ser feito pelos cabo-verdianos de Santo Antão a Brava, embora, seja consciente de que alguns possuem mais oportunidades do que os outros, devido as suas localizações e relacionamentos.

Daí, considera “imprescindível” passar informações a todos, principalmente nas ilhas que possuem maiores dificuldades em termos de relacionamentos com o exterior, para que “não fiquem isolados do resto do país e das oportunidades disponíveis”.

“As oportunidades de negócios disponíveis, são para todos, pois, quando o Governo intervém no sistema e ecossistema de financiamento criando condições de melhorias nas empresas e dos empresários, é preciso que chegue na ilha Brava também”, considerou o responsável da CCS.

Mas para que chegue a todos, Jorge Spencer Lima defende que as pessoas “têm de ter conhecimento sobre estes processos, para poderem exigir, tendo em conta os conhecimentos à volta dos mecanismos da melhoria de negócios”, permitindo-lhes saber o que estão fazendo, de forma a tirarem benefícios e consolidarem as suas empresas, pois “é isto que constrói a economia e o desenvolvimento do país”.

Ao ser questionado sobre as principais dificuldades apresentadas pelos empresários, Jorge Spencer Lima salientou que esta parte é semelhante em todas as ilhas, que é a questão dos transportes, mas na Brava considerou como sendo “mais pior”.

A ilha não possui ligação aérea, dependendo somente do transporte marítimo, mas, de acordo com o dirigente da CCS, os constrangimentos enfrentados pelos comerciantes iniciam-se na Enapor em termos de atendimento, o que cria custos “demasiados acrescidos” para quem quer estar na Brava e quer fazer negócios na ilha.

A nível dos empresários presentes no encontro, Daniel Tavares, proprietário do maior empreendimento comercial da ilha, considerou que o encontro aconteceu no “momento oportuno”, ou seja, uma oportunidade que foi dada aos empresários de reivindicarem várias situações que têm estado a enfrentar nesta actividade no dia-a-dia, mas também passaram a ter mais informações, acreditando que já ficaram munidos de ferramentas e meios necessários para melhor agirem em certas situações que lhes incomodam.

Um outro empresário, Carlos Araújo, salientou que após o encontro, passaram a conhecer algumas informações que não possuíam em mãos, principalmente na questão de organizarem numa associação, além de terem tido a oportunidade de apresentarem os constrangimentos enfrentados, na questão de cargas com os preços e percentagens praticados, acrescentando que o presidente da câmara, Francisco Tavares, “comprometeu-se” em fazer uma reflexão no sentido de melhorar as condições comerciais e empresariais na ilha.

MC/CP

Inforpress/Fim