Brava: Psicóloga pede aos bravenses para deixarem tabus de lado e procurarem apoios quando necessário  (c/áudio)

Nova Sintra, 17 Jan (Inforpress) – A psicóloga clínica e técnica da técnica de Equipa Multidisciplinar de Apoio à Educação Inclusiva (EMAEI) pediu hoje aos alunos e a sociedade em geral que deixem os tabus de lado e procurem apoios de profissionais quando necessário.

Edoneia Teixeira fez este apelo em declarações à Inforpress, após uma palestra sobre a “Prevenção do suicídio e da depressão na adolescência”, direccionada aos alunos do 10º da Escola Secundária Eugénio Tavares, na Brava.

A psicóloga disse que na palestra, procurou falar do “flagelo” que o suicídio é na sociedade, “principalmente” no recinto escolar.

Conforme a mesma, muitas vezes os alunos possuem ideias suicidas e se não forem tratadas o acto acaba por ser consumado.

E por terem noção que nesta fase há sempre tais ideias, Edoneia Teixeira adiantou que estão tendo atenção nestes aspectos e falar mais com os alunos para eliminá-los certos tabus e algumas confusões que fazem a nível deste flagelo.

“Há mitos e verdades sobre o suicídio e precisam ser desmistificados para que o acto não seja consumado”, defendeu a psicóloga.

Para falar do suicídio, a oradora explicou que é preciso falar automaticamente da depressão. Pois, explicou que através dos sinais e sintomas da depressão fazem a análise se um adolescente ou indivíduo tem em mente tentativa de suicídio.

“Normalmente, o suicida dá sinais, diz algumas palavras ou frases, como “melhor não viver mais porque se morrer ninguém vai sentir a minha falta, sou inútil, não presto …”, enumerou.

E, perante tais sinais ou frases, Edoneia Teixeira realçou que há adolescentes, jovens e colegas que não levam em conta o que os outros dizem, muitas vezes por falta de noção do que está a passar ou não conhecem os sinais, ou também negligência por medo de perder a amizade.

Mas, neste quesito, chamou a atenção de todos, pois, reforçou que ao falarem com um profissional sobre tais frases ou ideias não estão somente a salvar uma vida como também a amizade da “melhor forma possível”.

Na ESET, informou que vão elaborar um projecto, e ver formas de “chamar os adolescentes à verdade”, porque, segundo a mesma há vários conceitos que não abordam por medo das reacções dos adolescentes.

É neste sentido que apela a todos para procurarem apoios e deixarem de lado os tabus de que “quem procura psicólogo é doido” porque quando precisam de ajuda é alguém capacitado que presta apoios e ajuda a ultrapassar as fases menos boas.

“Quando têm alguns sintomas anormais, como perda de apetite ou vontade a mais, não dormem, irritação sem motivo, são sintomas de que algo não está bem”, analisou Edoneia Teixeira, acrescentando que a sua equipa está sempre disponível para apoiar quem precisar.

MC/CP

Inforpress/Fim

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