Brava: População de Fajã d´Água considera “louvável” iniciativa de realizar a feira de saúde na zona

Nova Sintra, 23 Set (Inforpress) – Os moradores de Fajã d´Água consideraram “louvável” a iniciativa da Delegacia de Saúde da Brava de realizar a feira de saúde feita hoje nesta zona.

Em declarações à Inforpress, José Fernandes, um morador da localidade, considerou esta actividade “muito boa”, porque, explicou, em Fajã d´Água nem sempre a população tem acesso aos cuidados de saúde na própria zona.

Segundo o morador, a aldeia não dispõe de nenhum Posto Sanitário ou Unidade Sanitária de Base (USB), fazendo com que muitas pessoas não procurem os serviços de saúde por terem de se deslocar à cidade de Nova Sintra para fazer uma consulta na Delegacia de Saúde.

Mesmo os doentes crónicos, neste caso hipertensos e diabéticos, de acordo com José Fernandes, são controlados pelos próprios filhos ou familiares que entendem um pouco desta matéria, destacando que muitas vezes esses pacientes não vão à delegacia no dia em que têm consultas agendadas.

José Andrade, um outro morador, salientou que esta é uma “óptima iniciativa”, considerando que esta preocupação de levar a saúde às localidades mais distantes e que não possuem nenhuma estrutura de saúde é uma medida preventiva que vai ajudar muito na saúde dos bravenses.

Neste quesito, como é membro da Fundação Brava Sustentável, informou que esta vai cooperar com a Delegacia de Saúde da Brava nesta iniciativa para tentar alcançar todas as localidades.

Igualmente, Sónia Baptista também considerou a iniciativa como sendo “louvável”, justificando que a zona é distante e que deslocar-se diariamente à Delegacia de Saúde acarreta custos.

Por isso, prosseguiu, com esta feira realizada na zona o montante que disponibilizariam para o transporte até chegarem â delegacia vai ser canalizado para a compra dos medicamentos hoje receitados.

Afora as consultas, destacou que as informações passadas durante estas actividades foram de “grande valia”, pois tiveram a oportunidade de fazer teste de despiste do HIV, medição de glicemia e pressão arterial, vacinas de covid-19, entre outros.

Mas também evidenciou que nesta feira tiveram a oportunidade de receber alguns esclarecimentos sobre a saúde bucal e a água que têm utilizado e que normalmente afecta às crianças desde a gestação, levando aos moradores e gestantes, principalmente, a terem mais cuidados neste sentido.

Já o delegado de saúde, Hélder Pires, demonstrou-se satisfeito com a participação do público, anunciando que realizaram 20 consultas médicas, 20 de enfermagem com medição de pressão arterial e glicémia, 15 testes de HIV, ministraram algumas vacinas da covid-19, distribuição de kits com preservativos, livros didáticos e escovas de dentes.

Sobre esta iniciativa, explicou que a ideia surgiu porque esta localidade se encontra um pouco afastada do centro da ilha e um pouco abandonada em termos de saúde, uma vez que não possui nem um Posto de Saúde e nem uma USB.

Sendo assim, realçou que decidiram trazer os cuidados de saúde do centro para esta zona, oferecendo os diversos serviços, e algumas informações nas diversas áreas de saúde.

MC/JMV
Inforpress/Fim

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