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Brava: Lei que proíbe pescadores de permanecerem nos ilhéus Rombos vai ser revista – ministro

Nova Sintra, 04 Ago (Inforpress) – A lei que proíbe os pescadores e turistas ou visitantes de permanecerem nos ilhéus Rombos, por ser uma zona reservada integral, vai ser revista com o intuito de procurar uma “melhor solução” para todos.

A garantia foi dada à imprensa no sábado, pelo ministro do Turismo e Transportes e ministro da Economia Marítima, José Gonçalves, que encontra-se de visita à ilha Brava, acompanhado do chefe da cooperação da União Europeia (UE) em Cabo Verde, José Roman Leon Lora.

Questionado sobre a contestação dessa lei, José Gonçalves salientou que teve um encontro com os pescadores há cerca de um mês, onde estes demonstraram as suas preocupações e demonstrou-lhes a possibilidade de uma revisão.

“No encontro, disse que toda a legislação é susceptível de ser revista”, informou o ministro, adiantando a lei vai ser revista, no sentido de ver até que ponto se pode também conviver dentro de várias actividades, mas sempre protegendo a natureza e o património.

A mesma fonte deixou claro que se muitos pescadores protegem, existe um ou outro que prejudica e, acrescentou, que estas são zonas muito frágeis.

José Gonçalves adiantou ainda, que sabem que existe esta preocupação e em todos os encontros que tiveram nas zonas piscatórias na Brava, há reclamações de que há mais rigor em termos de controlo, salientando que no Fogo, não estão a receber o mesmo nível de controlo, tendo já tido conhecimento de que as pessoas continuam a ir para os ilhéus.

“Na Brava há muito controlo aqui na autoridade marítima, mas a lei é para cumprir. Agora, o que vamos fazer é rever a lei e ver se não haverá um ponto intermédio que pode haver uma convivência entre o pescador e o ambiente”, adiantou o ministro.

A mesma lei que blinda o acesso aos pescadores, blinda o acesso aos emigrantes que querem visitar os ilhéus e o ministro realçou que é uma matéria “delicada”, que precisa de ser bem ponderada para ver o que se pode fazer.

“Estamos a equacionar tudo isso e o que queremos é que o património natural seja bem respeitado e utilizado da melhor forma, para garantir a sua sustentabilidade e que as espécies raras que temos no país, que sabemos que estão em risco de extinção, possam ser protegidas, para o bem ambiental e a diversidade biológica”, finalizou o ministro.

MC/CP

Inforpress/Fim