Brava: Ilha contemplada com projectos que visam resolução do problema de abastecimento sustentável em 100 por cento (c/áudio)

Nova Sintra, 15 Jan (Inforpress) – A ilha Brava conheceu hoje dois projectos “estruturantes e importantes” para a resolução do problema de abastecimento de água e uma possível transformação da ilha em 100 por cento (%) sustentável.

Estas informações foram avançadas à imprensa pelo edil, Francisco Tavares, após um encontro com uma missão da Lux Dev e o administrador/delegado da Empresa Intermunicipal de Águas (Águabrava).

Francisco Tavares explicou que a missão da Lux Dev veio “cumprir” mais um passo dentro de um programa que já ultrapassou todos os aspectos burocráticos da cooperação entre o Governo de Cabo Verde e o do Luxemburgo e que,  finalmente, o programa  vai entrar na fase prática.

O edil falava-se do projecto da dessalinização da água para “resolver” a questão definitiva da Brava, explicando que a delegação trouxe técnicos responsáveis por estudos, prevendo-se que, em dois ou mais três meses, o processo  fique pronto.

O autarca adiantou que, logo de seguida, passar-se-á à  a fase do concurso e que em meados de Julho ou Agosto as obras vão se iniciar.

O segundo projecto, conforme informou o autarca, visa transformar a Brava numa “ilha sustentável”, lembrando  que ”anteriormente já se ouvia falar da Brava “100% renovável”, mas que agora o projecto alargou-se um pouco mais, abarcando a parte “da ilha renovável”, sem excluir, entretanto, a problemática da sustentabilidade.

Realçou que os responsáveis passaram informações sobre os projectos e que a Cooperação Luxemburguesa em Cabo Verde trouxe a mensagem de que há um “forte comprometimento” do governo daquele país europeu nestes dois projectos.

O autarca diz acreditar que, a médio prazo, a Brava “será transformada numa ilha modelo e exemplo, 100 por cento (%) sustentável a nível energético”, o que vai mudar um pouco o paradigma do desenvolvimento da região, constituindo também, na óptica da câmara municipal, mais um ponto de interesse para visitas à ilha.

Ainda sobre a questão da água, o edil destacou o projecto da dessalinizadora da Furna, lembrando que as obras já estão em curso e que e não são da responsabilidade da Cooperação Luxemburguesa, mas do governo de Cabo Verde e do governo Francês.

Acentuou que as máquinas já estão no arquipélago, a aguardar a construção do edifício para fazer a montagem dos equipamentos, prevendo-se que ainda em 2020 possa haver água dessalinizada na Furna.

Por seu turno, o administrador/delegado da Empresa Intermunicipal de Águas (Águabrava), Rui Évora referiu-se também aos dois projectos, considerando-os como sendo “muito importantes e estruturantes” para a Brava.

Em relação à dessalinização da água do mar, realçou que a empresa responsável pela elaboração do projecto de execução encontra-se na ilha a recolher informações.

Segundo o responsável, está-se neste momento na fase de elaboração de ante-projecto, que aponta duas opções, sendo uma em Esparadinha e outra na localidade de Furna.

Com base no ante-projecto, avançou que será elaborado o projecto final e que, posto isto, será feito o lançamento do concurso para a empreitada e que, se decorrer tudo na normalidade, no início do próximo semestre iniciarão as obras da unidade dessalinizadora.

A infra-estrutura terá a capacidade para produzir 300 metros cúbicos dia, exclusivamente alimentados com a energia foto-voltaica e 1000 metros cúbicos dia alimentados com a energia de rede convencional.

Com isso, Rui Évora diz acreditar que se resolve o problema da água na ilha, onde, neste momento, num único ponto, o da nascente do Encontro, é possível explorar a água, com a capacidade de disponibilizar diariamente cerca de 280 a 300 metros cúbicos diários.

Esta quantia satisfaz apenas as necessidades de 50% da demanda da ilha, o que implica que o fornecimento da água tenha que ser feita de forma racionalizada.

Com este investimento, orçado na ordem de 2,5 milhões de escudos, com co-financiamento do Governo de Cabo Verde e comparticipação da Águabrava e da câmara municipal da ilha, o administrador diz esperar que consigam criar condições para duplicar a quantidade da água para o abastecimento da ilha e assegurar o fornecimento contínuo a toda a população.

MC/JMV

Inforpress/fim

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