Boa Vista: Verdlines discorda do esclarecimento da Enapor e diz que a imagem e reputação do armador ficaram feridas

Sal Rei, 25 Mar (Inforpress) – A Verdlines, operadora e armadora do navio Nho Padre Benjamim, discorda do esclarecimento dado pela Enapor em nota, sobre o sucedido da última escala do navio e diz que a imagem e a reputação do armador ficaram feridas.

Em nota de esclarecimento, a Verdlines explica que transporta cargas contentorizadas em que uma parte é entregue diariamente às empresas no local, determinadas por ela, e outra parte são cargas de clientes individuais que são agrupados nos portos de origem, sendo desconsolidadas e entregues aos seus donos do lado de fora do recinto portuário”.

Ainda segundo a empresa, “diante da confirmação do primeiro caso de contaminação do primeiro caso da Covi-19 em Cabo Verde, na ilha de Boa Vista e perante o cenário de isolamento da ilha, o armador orientou o Capitão a reforçar as medidas de prevenção que já vinham sendo tomadas e que evitasse a exposição da tripulação”.

No mesmo documento, a Verdlines esclarece que “seguindo as orientações, em relação a exposição do armador e em relação à exposição da tripulação e manuseamento da carga, o capitão solicitou à autoridade portuária local que a entrega das mercadorias fosse dentro do recinto portuário, com entrada controlada de pessoas”.

Medidas essas, segundo a Verdlines, para “proteger a própria população”, no sentido de “evitar aglomerações de pessoas”.

“A Enapor local recusou tal procedimento e insistiu que a entrega fosse feita pela tripulação do lado de fora do recinto, lugar bem menos seguro, do que dentro das instalações portuárias ou que a carga fosse descarregada e que fosse, consequentemente, voltada para a cidade da Praia”, continua a Verdlines.

Mais, informam que “o Capitão informou o armador o que estava ocorrendo e este tentou contacto com a autoridade portuária por diversas vezes, no sentido de encontrar uma solução condizente com a situação presente, mas esta se mostrou indisponível para tratar do assunto”.

A Verdlines diz que “diante do facto, a empresa optou em deixar as cargas no porto e seguir viagem, aguardando uma solução para o caso”.

O documento explica também que “na segunda-feira, 23 de Março, diante do cenário vivido pelos clientes e com o pessoal local disponibilizado em fazer esta entrega, o armador concordou com esta alternativa , assumindo todos os custos inerentes a este processo”.

A Verdlines acredita ainda que “os seus assuntos internos com as autoridades devem ser tratados directamente com as mesmas sem exposição da comunicação social e nem perante a população”.

A Verdline diz ainda que “nessa situação e em particular não foi o armador quem comunicou o facto para a imprensa, sendo que durante a entrevista foi o agente local que deu a sua opinião sobre o ocorrido”.

“O armador entendeu que o mal ocorrido deu-se por se tratar de uma situação nova e grave que o país está a viver e continua apelando pela parceria com as autoridades em ultrapassar estes obstáculos, tendo em vista o objectivo comum e mantendo sempre as boas relações a nível das autoridades e dos seus clientes”, lê-se no comunicado.

A empresa Verdlines S.A garante que “segue sempre as normas e procedimentos indicados pelas autoridades e nesse momento de contingência, continua a fazê-lo”.

VD/JMV

Inforpress/fim

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