Boa Vista: Presidente da República considera que “a ilha tem que ser pensada numa dimensão que ultrapassa o número de habitantes”

Sal Rei, 03 Set (Inforpress) – O Presidente da República considerou segunda-feira que Boa Vista é uma “ilha com problemas e muitos desafios pela frente”, defendendo a necessidade dela “ser pensada numa dimensão que ultrapassa o número dos habitantes”.

Esta foi a percepção que Jorge Carlos Fonseca disse ter sobre a Boa Vista, no final do primeiro dia do programa, depois de ter visitado a Delegacia de Saúde, a Escola Secundária e ainda as três localidades do norte, João Galego, Fundo das Figueiras e Cabeça de Tarafes.

Para o Chefe de Estado, tem que “se pensar a Boa Vista além dos habitantes,”  cujo número se aproxima de duas dezenas de milhares de pessoas, mas também “como um destino turístico, com outros milhares de pessoas que a visitam”.

Ou seja, segundo o PR, “em termos de problemas de segurança, de saúde, de saneamento, há que projectar a Boa Vista numa dimensão que ultrapassa a dos seus habitantes”.

Entretanto, apesar destes desafios, o Presidente da República é de opinião que a ilha está “motivada a crescer e a desenvolver-se”, para, a prazo, “criar condições para proporcionar o bem-estar aos boa-vistenses”.

Falando exactamente sobre a visita à Escola Secundária, o Chefe do Estado disse que ouviu a opinião do edil da Boa Vista, segundo a qual, apesar das remodelações e ampliações feitas, já se atingiu o limite de intervenções possíveis na estrutura”, e “tendo em conta o aumento da demanda devido ao crescimento demográfico, vale pensar numa escola secundária de raiz, nova e que o edifício serviria para albergar o EBI (Ensino Básico Integrado) ”.

Mas, segundo o PR, já a directora da escola tem uma visão “um pouco diferente”, entendendo que “é possível ainda adequar as instalações que existem, por algum tempo, adicionando mais salas e andares”.

Quanto à visita efectuada à Delegacia de Saúde, Jorge Carlos Fonseca garantiu ter percorrido “demoradamente a estrutura e auscultado o delegado, médicos e enfermeiros”, sublinhando que “constatou problemas e exigências, principalmente em matéria de recursos humanos e equipamentos”.

O mais alto magistrado da Nação considera preocupante “o grande número de evacuações”, na sua maioria por causa de “gravidez de risco”, falta de “equipamentos mínimos, como um aparelho de bioquímica, os laboratórios precisam de ser melhores equipados, e que também existem exigências do ponto de vista das especialidades”.

O Presidente afirmou que “os médicos e enfermeiros queixam-se de não poderem fazer tudo no exercício das suas funções, por causa de exiguidade de meios diagnósticos”, mas que “ficou com a percepção de que estes profissionais fazem o melhor possível, e que estão determinados e motivados para o trabalho”.

Sobre as visitas às três localidades do norte da ilha, João Galego, Fundo das Figueiras e Cabeça de Tarafes, Jorge Carlos Fonseca disse que “ouviu preocupações ligadas à qualidade da água, problemas de acesso a conta bancária, exigência de descentralização dos serviços administrativos, reivindicações ao acesso ao emprego, nomeadamente, nas unidades hoteleiras, por causa de gasto em transporte”.

As populações destas localidades mostraram ainda “a necessidade de haver um posto de combustível, de um posto policial, melhorias na saúde, entre outras exigências”.

Em jeito de balanço da agenda de visitas desta segunda-feira, o Presidente da República concluiu, dizendo que “o dia de visitas lhe deu para aperceber que Boa Vista está num processo interessante de crescimento e desenvolvimento”.

Hoje, Jorge Carlos Fonseca vai visitar as obras da 2.ª Fase da Via da rotunda do Aeroporto do Rabil, rotunda de “As Pedras” e a ligação a Povoação Velha, seguida de visita ao referido povoado.

O Presidente deslocará também às localidades de Estância de Baixo, Rabil e vai ainda visitar o bairro da Boa Esperança e as obras do novo assentamento a norte do mesmo bairro.

VD/JMV

Inforpress/fim

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