Boa Vista/Covid-19: Comerciantes chineses mobilizam-se para ajudar famílias mais carenciadas por causa da quarentena

Sal Rei, 25 Mar (Inforpress) – Um grupo de comerciantes chineses tem já a decorrer uma campanha, em parceria com a Câmara, para distribuir cestas básicas às pessoas mais carenciadas da ilha e que estão a passar por um momento de dificuldade por causa da quarentena.

Segundo informações avançadas por Ly Dao Jing, que falou em nome dos colegas comerciantes, foram mobilizados um total s d 501 sacos de arroz, 501 de farinha, 800 litros de água, e 50 caixas de lixívia que serão distribuídos por toda a ilha.

Ainda conforme o comerciante, esta é uma ideia planeada há muito tempo e uma forma encontrada, mesmo antes do surto do Covid-19 na ilha.

A iniciativa, lembrou, visava precaver antes alguma eventualidade da doença na ilha da Boa Vista, tendo em conta que já estavam a arrecadar esta quantidade de alimentos.

“Sabemos que se está a viver um momento difícil. Muitas pessoas com dificuldade financeira estão de quarentena, sem poder trabalhar, logo não têm como arranjar dinheiro para as necessidades básicas”, disse Ly Dao Jing , adiantando que o momento é união para ajudar as pessoas mais carenciadas de Boa Vista.

Daí, conforme explicou, se decidiu juntar esta contribuição que está orçada em mais de dois mil contos.

Mas segundo o mesmo, as cestas básicas serão distribuídas de forma racional, dando prioridade aos que estão de facto a passar por carências.

Ainda neste projecto social, Ly Dao Jing informou que vão ser distribuídos cerca de 800 a 1000 pães para distribuição diária.

O presidente da Câmara Municipal de Boa Vista, José Luís dos Santos, explicou que a autarquia decidiu abrir uma frente social, tendo em conta a declaração de quarentena decretada pelo Governo, o que fez com que muitas famílias estão em casa, sem trabalhar, sobretudo as com menor posse e mais vulneráveis, que enfrentam problemas de sobrevivências, de alimentação, de materiais de limpeza, de higiene e de água.

Este é um projecto em parceira com as igrejas , associações comunitárias, algumas empresas públicas e privadas e anónimos que decidiram lançar uma campanha de solidariedade social , apelando a boa vontade dos cabo-verdianos no país e na diáspora .

“Felizmente, rapidamente começamos a ter gestos de solidariedade muito grande e estamos a ter uma reacção muito boa. Neste momento, temos um armazém com vários produtos, com voluntários a preparar cabaz para serem entregues em casas , nas habitações”, avançou o edil.

Para não haver aglomerado de pessoas à frente do armazém, o edil apela a todas as pessoas para ficarem em casa, sendo que a autarquia vai fazer chegar as ajudas ao domicílio, sobretudo aos que mais necessitam.

O edil garantiu ainda que se está a seleccionar os beneficiários com critérios de vulnerabilidade e que se vai levar a bom termo esta campanha de solidariedade social.

Este projecto está a ser organizado ainda por técnicos sociais, igrejas e associações que conhecem as diversas famílias, nos diversos povoados, na cidade e no bairro de Boa Esperança.

VD/JMV
Inforpress/FIM

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