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Bangé Jau representa Cabo Verde/Guiné-Bissau na 12ª edição do Festival Latinidades no Brasil (c/áudio)

Cidade da Praia, 18 Jul (Inforpress) –  A criadora da marca Turbantes Bange Yhodhy vai representar Cabo Verde e Guiné-Bissau na 12ª edição do Latinidades – Festival da Mulher Afro Latino Americana, que acontece de 23 de Julho a 02 de Agosto, em São Paulo, Brasil.

A informação foi avançada hoje à Inforpress pela artesã Bangé Jau, natural da Guiné-Bissau, com nacionalidade cabo-verdiana, radicada em Cabo Verde há 12 anos.

Segundo explicou, o convite para participar neste que é o maior festival de mulheres negras da América Latina surgiu depois de a coordenadora deste festival ter visto os seus produtos através das redes sociais e ter mostrado interesse.

“Sempre trabalho com bolsas, bijuterias, vestuários mas em 2015 resolvi seguir uma das tradições da família fula (uma etnia da Guiné-Bissau) e passei a usar tubantes e através das minhas publicações no Facebook e Instagram os meus produtos chegaram ao Brasil e despertaram a atenção deles”, contou.

Durante este festival, Bangé Jau vai fazer a apresentação e demonstração dos turbantes e ainda ministra uma oficina de amarração de turbante no dia 26, no Centro Cultural de São Paulo, no âmbito da comemoração do mês da Mulher Africana.

Nessa apresentação, esta criadora vai partilhar com as outras mulheres afro-latinas, o significado dos turbantes, as diferentes armações e as novas tendências de turbantes que Bange Yhodhy faz, uma vez que “sempre cria algo novo”.

Este acessório para cabelos, segundo a mesma fonte, hoje em dia é um acessório usado a nível internacional, por qualquer pessoa seja africana, europeia ou americana e é usada em qualquer ocasião, desde uma saída para o mercado, para uma gala ou para pisar num tapete vermelho.

Bangé Jau disse ainda que o turbante tem um “grande valor” nas mulheres, pois eleva a auto-estima delas.

“Turbante hoje em dia é um acessório de afirmação da mulher africana e todo o mundo está a optar por esse acessório e depois é uma peça que inova a beleza das mulheres e realça a auto-estima das mulheres com queda capilar e em tratamento de quimioterapia”, salientou.

Neste sentido, fez saber que está a desenvolver um projecto para as mulheres com cancro, que visa realçar as suas belezas.

De acordo com a informação da organização disponibilizada na sua página Web, Latinidades é o maior festival de mulheres negras da América Latina. E, muito além disso, é um projecto de formação e uma plataforma de impulsionamento para a produção artística e intelectual de mulheres negras.

Desde 2008, o Festival Latinidades promove debates, oficinas, lançamentos de livros, shows, performances, desfiles, exposição, feira afro, espaço infantil, acções de sustentabilidade, acessibilidade e responsabilidade social, exibição de vídeos e filmes, entre outras expressões, em comemoração ao 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

“Nosso intuito é construir um espaço voltado à luta por direitos e por igualdade, bem como valorizar as experiências das mulheres negras na diáspora africana, celebrando a nossa existência, força e beleza”, lê-se na página da organização.

AM/ZS

Inforpress/Fim