Atentado contra ex-autarca da Praia: Defesa de Rui Santos Correia diz que “não há provas concretas” sobre o autor do disparo

Cidade da Praia, 09 Mar (Inforpress) – A defesa do arguido Rui Santos Correia, no caso de atentado contra o ex-presidente da Câmara Municipal da Praia, disse hoje não haver provas concretas que revelem quem tenha sido autor do disparo que atingiu Óscar Santos.

“Não há provas concretas de quem seja o autor do disparo, as imagens não mostram nitidamente quem foi”, disse em declarações às Inforpress o advogado Gilson Cardoso, para quem o processo “é um pouco mais complexo do que aquilo que o Ministério Público está a pensar” e que “o Ministério Público não tem provas contundentes de que são estes arguidos que cometeram este crime”.

De referir que o ofendido Óscar Santos voltou a ser ouvido pelo tribunal da Praia na manhã de hoje, onde disse o nome das pessoas que o revelaram factos contanto, o que possivelmente terá passado e quem seriam os autores e mandantes do atentado.

Em seguida foram exibidas imagens do dia do acontecimento, mas, segundo o advogado de Rui Santos Correia, “não parece de forma nítida quem é o autor do disparo”.

Nisto, a audiência ficou suspensa para o dia 27, onde serão ouvidos os peritos sobre a questão da localização dos telemóveis dos arguidos e as pessoas que contaram factos ao Óscar Santos sobre quem terá feito os disparos e quem terão sido os mandantes.

A 29 de Julho de 2019, Óscar Santos foi atingido com um tiro, quando, por volta das 05:30, se dirigia para um ginásio que frequentava no Palmarejo Baixo, na Cidade da Praia.

À sua espera estavam dois homens encapuzados que, depois do disparo, se puseram em fuga. O ex-autarca foi transportado para o Hospital Agostinho Neto, onde foi operado para remover a bala que o atingiu no braço direito.

Na sequência, Óscar Santos, hoje governador do Banco de Cabo Verde, disse tratar-se de “uma cobarde vingança por acto que tenha praticado enquanto presidente da Câmara Municipal da Praia”.

O último indivíduo suspeito de participar deste atentado foi detido e apresentado ao tribunal em Outubro do ano passado tendo lhe sido decretado prisão preventiva, tal como outros quatros suspeitos que estão em preventiva desde Maio de 2022 mais três, que seriam os supostos mandantes, ficaram em liberdade, mas com a proibição de sair do país.

GSF/CP

Inforpress/Fim

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