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Associação de luta contra VBG entrega carta de compromisso ao primeiro-ministro (c/áudio)

Cidade da Praia, 10 Jun (Inforpress) – A Associação Cabo-verdiana de Luta Contra Violência Baseada no Género (ACLCVBG) entregou hoje ao primeiro-ministro uma carta de compromisso e um plano de acção com recomendações a serem implementadas na luta contra VBG e promoção da igualdade do género.

Em declarações à imprensa, a presidente da assembleia-geral da ACLCVBG, Antonieta Martins, explicou que a carta de compromisso e o plano de acção saíram da conferência internacional sobre violência baseada no género (VBG), que realizaram nos dias 15 e 16 de Maio, em parceria com a Presidência da República, a Embaixada do Luxemburgo em Cabo Verde e o Instituto Cabo-verdiano para Igualdade e Equidade de Género (ICIEG).

“Houve grandes reflexões que foram feitos por vários parceiros nacionais e internacionais que estiveram presentes. Os internacionais trouxeram a experiência deles neste domínio e nós, internamente, discutimos abertamente várias questões como também as medidas correctivas para avaliar a questão da VBG em Cabo Verde”, afiançou Antonieta Martins.

O encontro serviu para delinear linhas de accão no sentido de melhorar a situação de VBG em Cabo Verde.

Uma das recomendações, enfatizou, é resolver a questão da prevenção. Ou seja, defende a criação de políticas para organizar a situação das famílias, das mulheres e da sociedade e que sejam reforçadas as condições, sobretudo das mulheres, e das vítimas para que haja menos condições para ter caos de VBG.

E porque defende que as medidas fundamentais a serem tomadas são e políticas, a ACLCVBG espera que com a entrega do documento ao primeiro-ministro se possa criar “medidas específicas para reforçar o poder e a situação das mulheres e das famílias” e também “das crianças e dos homens” afectados com essa situação para que haja “uma prevenção mais eficaz” e condições para que os profissionais trabalhem “uma melhor resposta no que diz respeito à vítima”.

“É preciso melhorar algumas coisas que nós já temos a funcionar, melhorar a situação do atendimento, melhorar a questão da reinserção e da reorientação dessas pessoas para que não continuem a viver a situação de VBG. Neste sentido, é preciso que haja políticas adequadas para resolver o problema do atendimento, da abordagem e da reintegração, mas também é preciso um reforço financeiro”, acrescentou a presidente da assembleia-geral da ACLCVBG.

Da parte do primeiro-ministro, a Associação Cabo-verdiana de Luta Contra Violência Baseada no Género disse que encontrou “boa recepção” e, por isso, acredita que o Governo vai tomar medidas no sentido de melhorar o que já está sendo feito.

“Estamos optimistas e acreditamos que isto vai resolver. Vamos ver o que é que vai acontecer depois dessa apreciação que ele vai fazer ao documento”, completou.

CD/CP

Inforpress/Fim

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