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Arquivo Nacional está a criar condições para implementação da Rede Nacional de Arquivos – conservador (c/áudio)

Cidade da Praia, 09 Jun (Inforpress) – O Arquivo Nacional de Cabo Verde (ANCV) está a trabalhar na implementação de uma Rede Nacional de Arquivos, na criação da Comissão Nacional de Arquivos e no seu plano estratégico, disse hoje à Inforpress, o conservador José Mária Borges.

Em declarações à Inforpress, por ocasião da celebração do Dia Internacional do Arquivo, que se assinala hoje, sob o lema “Projectar os arquivos no século 21”, este responsável informou que o ANCV tem vindo a desenvolver vários trabalhos com vista a projectar a instituição na sociedade.

José Mária Borges, que está à frente desta instituição há quase três meses, assegurou que vai dar continuidade aos trabalhos iniciados pelo antigo conservador Martinho Brito, nomeadamente o projecto de resgate do acervo documental da história de Cabo Verde depositado no Arquivo da Ultramarina, em Portugal, o projecto Family Search, e a criação de condições para a efectivação da Rede Nacional de Arquivos.

Mas, antes disso, informou, a primeira prioridade é a organização interna, que passa por criar as condições adequadas para os trabalhadores desta instituição, introduzindo um novo Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS), que deverá estar concluída no final deste ano.

A questão da formação também é uma das prioridades, pois, segundo disse é necessário ter técnicos capacitados para trabalhar nos desafios do Arquivo Nacional, uma vez que, a última formação ministrada por esta instituição foi há 14 anos.

Com todas estas questões resolvidas, José Maria Borges avançou que vão prosseguir com o processo de projecção do ANCV, através da criação de uma Rede Nacional de Arquivos e da criação de uma Comissão Nacional de Arquivos.

Segundo este responsável, há necessidade de promover a implementação de uma Rede Nacional de Arquivos, ou seja, de desenvolver mecanismos de articulação, cooperação e comunicação entre múltiplos repositórios do património arquivístico nacional.

“Decorre, sobretudo, de uma crescente exigência, tanto das estruturas administrativas, como de cuidado científica nacional, face as dificuldades de acesso às fontes de informação arquivística”, frisou.

Devem integrar esta rede, os serviços de pré-arquivagem instalados nas diversas administrações centrais do Estado, os serviços de arquivos concelhios e regionais, a serem criados em cada um dos municípios do país ou em cada uma das ilhas, e o próprio Arquivo Nacional.

Entretanto, José Maria Borges informou que para que isto se materialize é necessário desenvolver contactos com instituições e universidades no sentido de sensibiliza-lhos da importância dos mesmos.

O primeiro contacto feito pela direcção anterior, declarou, foi junto da Câmara Municipal do Maio e, a partir de agora, vão retomar estes contactos para perceber de que forma esta ilha poderá servir de modelo na implementação desta rede.

Com esta rede espera-se facilitar o acesso à informação a toda a sociedade civil, mas, acima de tudo, também, realçou, permitir que nas instituições e nos municípios existem pessoas qualificadas, uma vez que, este sistema irá “falar uma só voz e irá guiar-se por um modelo único”.

Para além disso, avançou que estão a sugerir a criação da Comissão Nacional de Arquivos que terá a função de propor assuntos relacionados com a legislação e a normalização dos procedimentos arquivísticos a nível nacional, nomeadamente a criação e implementação dos instrumentos básicos da gestão de documentos como os planos de classificação e as tabelas de temporalidade de documentos.

Outra questão que vão trabalhar no segundo semestre, apontou o conservador, é a criação do plano estratégico para o arquivo, e, para isso, fez saber que já iniciaram contactos com responsáveis da área do Planeamento para o efeito.

Para além do plano, José Mária Borges disse que pretendem criar um manual de procedimentos internos que poderá ajudar-lhe nos trabalhos de organização interna.

Uma das preocupações do conservador prende-se com a conservação dos acervos, entretanto, informou que estão a pensar na possibilidade de, junto dos parceiros, construir de raiz um novo edifício para o ANCV, mas numa zona com melhores condições climatéricas.

José Maria Borges informou ainda que o ANCV terá “brevemente” constituído o novo Conselho Directivo e que juntos vão ter condições de redefinir os objectivos e os planos para os próximos seis meses.

“Uma vez constituída a equipa fica mais fácil redefinir os projectos em curso, como o resgate do acervo documental em Portugal, o projecto Family Search, e criar as condições para a efectivação da Rede Nacional de Arquivos”, perspetivou.

AM/CP
Inforpress/Fim

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