A democracia “fica sempre mais frágil se a imprensa se cala ou se acovarda” – PR

Cidade da Praia, 13 Jan (Inforpress) – O Presidente da República afiançou hoje que “uma comunicação social livre, forte e independente contribui para uma boa saúde da democracia” e que a democracia “fica sempre mais frágil se a imprensa se cala ou se acovarda”.

José Maria Neves manifestou esta inquietação no discurso oficial das comemorações do Dia da Liberdade e da Democracia, tendo ressalvado que os inimigos da democracia, dificultam a vida a uma imprensa livre para, também, enfraquecerem a resistência dessa mesma democracia.

“Temos que evitar tanto a censura como a autocensura e trabalhar para que Cabo Verde volte a subir no ‘ranking’ da liberdade de imprensa. Reconheço o enorme trabalho que os profissionais da comunicação social, aqui e na diáspora, em órgãos nacionais e internacionais, públicos e privados, vêm realizando em prol da liberdade e da democracia”, acentuou.

O chefe de Estado aventou, por outro lado, que cabe, pois, ao país tudo fazer para reforçar as instituições, enquanto pilares do sistema democrático, valorizar a política, os políticos e os partidos e qualificar a Democracia.

Reiterou a necessidade de cada vez melhor entendimento e cooperação entre os órgãos de soberania e uma leitura adequada de determinados conceitos, nomeadamente a interdependência e separação de poderes, tendo manifestado a sua disponibilidade institucional enquanto Presidente da República para a busca dos melhores entendimentos.

“A democracia é um regime de instituições enquanto estruturas, normas, regras, hábitos mentais e costumes. Temos que reforçá-las e melhorar o seu desempenho através da disponibilidade para o diálogo e a procura incessante de consensos”, sentenciou.

SR/CP

Inforpress/Fim

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