Olavo Correia faz um “balanço de confiança” na economia nacional a meio percurso do “Cabo Verde Investimento Fórum”

Santa Maria, Sal, 03 Jul (Inforpress) – A meio percurso do “Cabo Verde Investimento Fórum” Olavo Correia faz um “balanço de confiança” na economia nacional e mostra-se confiante que a meta de 500 milhões de euros de financiamento e que este valor vai ser duplicado.

Segundo o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças, os resultados já alcançados até ao momento são fruto de um “grande trabalho” feito pela equipa do seu ministério e que contou também com um “grande envolvimento do sector privado e dos financiadores”.

“Já assinámos vários contratos e ainda hoje (terça-feira) e amanhã (quarta-feira) vamos assinar outros e, no final, faremos o balanço e estou certo que ultrapassaremos de longe a meta que tinha estabelecido de 500 milhões de euros de financiamento”, precisou o governante para quem isto é “sinal de confiança na economia cabo-verdiana, nos empresários cabo-verdianos e no futuro de Cabo Verde, o que é muito positivo”.

Ressaltou que foram assinados acordos em relação a “projectos importantes e emblemáticos”, como o de Salamansa, em São Vicente e um outro para a ilha do Sal.

“Assinámos o compacto lusófono no valor de quase 470 milhões de euros para projectos de empresários cabo-verdianos”, lançou o ministro, acrescentando que o Governo vai continuar a trabalhar para que os jovens, em todo o Cabo Verde, possam ter oportunidade de emprego e de rendimento.

Instado se está a valer a pena a realização deste evento, que está a decorrer na cidade turística de Santa Maria, afirmou que sim e que se pode avaliar este optimismo pela sala sempre cheia, assim como a confiança dos investidores e das instituições internacionais.

“Quero que todos os anos possamos organizar este Fórum e vamos ver onde domiciliá-lo no próximo ano”, desejou o vice-primeiro-ministro, que já pensa na criação de uma equipa executiva que vai gerir os pós fórum, a fim de garantir que o que foi fechado na ilha do Sal, seja concretizado.

De acordo com o ministro, está se a realizar um fórum para o financiamento ao sector privado e não para o sector público.

“Pela primeira vez na história de Cabo Verde, estamos a fazer um fórum com esta dimensão e com este objectivo e isto demonstra uma mudança de atitude”, notou o vice-primeiro-ministro, acrescentando que o investimento cabe aos privados para criarem valores, enquanto ao Estado tem a função de “preparar a juventude com educação e formação e criar as oportunidades para as empresas”.

Na sua perspectiva, tem que haver um Estado “seguro, fiável e confiável” que intervenha nas políticas de inclusão social e regional e que os privados invistam nos transportes, nos portos, nos aeroportos, nas energias e nas infra-estruturas.

Para ele, o Estado tem que ser um fiscalizador e gestor das parcerias público-privadas, um “Estado que facilite, ‘empodere’ e crie oportunidades”, enquanto o privado assume as suas responsabilidades em ser investidor e comprador de riscos e geri-los e ordem a criar valores sempre.

“É esta a mudança que tem que ser operada na economia cabo-verdiana”, indicou, reiterando que o Estado “não tem nada para dar a ninguém”.

Um dos potenciais investidores em Cabo Verde, como o empresário maliano Samba Bathily, veio ao fórum no seu avião jato pessoal.

Perguntado o que isto significa em termos de interesses dos empresários estrangeiros em relação a Cabo Verde, Olavo Correia respondeu nesses termos:

“Cabo Verde é hoje um país muito procurado e a presença de muitos investidores neste fórum demonstra que confiam na economia cabo-verdiana. Em Cabo Verde, temos o hábito de apodar que está ser feito, diminuir os resultados e até um pouco hipotecar o futuro do país. Às vezes, não vimos aquilo que está na lama dos cabo-verdianos”.

Para Olavo Correia, em termos de território terrestre, Cabo Verde é um país pequeno, mas com um “grande território marítimo”.

“Somos um país com ambição, estável, com milhas lindíssimas e que quer ser útil ao mundo” asseverou o governante, para quem o arquipélago tem tudo para ser um país desenvolvido e, para tal, há que olhar para Cabo Verde “fora da caixa e com sentido de mudança e como um país que pode ser um exemplo no mundo”.

LC/CP

Inforpress/Fim

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